A melhor música do Slipknot, na opinião de Corey Taylor

Canção encerra o primeiro álbum do grupo, não tendo sido um de seus grandes sucessos

Uma das tarefas mais difíceis para um músico é escolher qual a sua melhor criação. Normalmente, a resposta acaba pendendo para algum material recente, que seria facilmente substituída pela sucessora caso a pergunta fosse feita após o lançamento seguinte.

Corey Taylor quebrou a regra. Ao ser desafiado, o vocalista escolheu a faixa que encerra o tracklist normal da estreia do Slipknot – que será executado na íntegra durante uma turnê comemorativa de 25 anos, que se inicia no final do ano.

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Em entrevista de 2022 ao site do Knotfest, transcrita pela Metal Hammer, o frontman disse:

“De longe, minha favorita é ‘Scissors’. Até hoje. Toda vez que tocávamos, a segunda parte era completamente improvisada. Fazíamos de forma livre, incluindo os versos. Era violento e lindo.”

O impacto era tão grande que o mestre de cerimônias confessa:

“Nada jamais a substituirá – quando paramos de tocá-la ao vivo, tive dificuldade em gostar dos nossos shows por muito tempo.”

A subestimada e a superestimada para Corey Taylor

Um ano mais tarde, a revista Revolver pediu que Taylor escolhesse as canções que seriam a mais superestimada e a subestimada do grupo em sua opinião. A primeira escolhida foi outra do debut.

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“Deixo registrado que ‘Wait and Bleed’ é um pé no saco. Canto ela há 26 anos e não ficou fácil de aturar. Mas ainda a toco tanto com o Slipknot quanto com minha banda solo, o que prova o quanto sou maluco. Mas faço isso porque sei que as pessoas amam essa canção. Então, é justo que eu a cante. Além disso, é o tipo de problema bom de se ter.”

Já quando o assunto é a que merecia maior atenção, Corey escolheu “Danger – Keep Away”, do álbum “Vol. 3: (The Subliminal Verses)” (2004).

“Amo as duas versões que lançamos, a do disco e a uncut, que saiu depois. Há momentos lindos nessa canção.”

O álbum de estreia do Slipknot

O álbum de estreia do Slipknot foi lançado em 29 de junho de 1999. Apesar de “Mate. Feed. Kill. Repeat.” (1995) ter ganhado lançamento oficial, a banda considera o trabalho como uma demo, tendo este aqui como seu debut.

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Já reconhecido por seus trabalhos com Sepultura, Korn, Soulfly e Machine Head, o produtor Ross Robinson havia contratado a banda para seu selo, I Am, posteriormente intermediando negociação com a gravadora Roadrunner.

O guitarrista Josh Brainard gravou todas as faixas, com exceção de “Purify” e “Me Inside”, registradas por seu substituto, Jim Root, que apareceu no material promocional e permanece com o grupo até hoje.

“Slipknot”, o álbum, conquistou disco de platina nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá e Austrália, além de ouro em Japão e Holanda. Foi o primeiro lançamento da Roadrunner Records a ultrapassar um milhão de cópias vendidas em território americano.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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