Quando Taylor Hawkins quase saiu do Foo Fighters duas décadas atrás

Falecido baterista considerou deixar a banda após conflito com Dave Grohl durante gravações do álbum “One by One”, lançado em 2002

Em sua última entrevista à Rolling Stone, realizada em junho de 2021, Taylor Hawkins relembrou o momento em que quase deixou o Foo Fighters. Aconteceu em 2002, durante as sessões do álbum “One by One”.

Foi a primeira vez que o líder Dave Grohl deixou o colega encarregado de todas as partes de bateria. Ele havia entrado em 1997, na turnê de “The Colour and the Shape”, e participado do disco “There is Nothing Left to Lose”, mas dividindo as baquetas com o frontman.

“Foi um momento crucial na carreira da banda e as coisas não estavam indo tão bem. Ainda estava iludido com a ideia de que deveríamos ser uma democracia completa. Estávamos fazendo o Coachella e tivemos uma grande discussão porque eu estava bancando o sabichão, pensando saber tudo que era certo. E ele simplesmente disse: ‘Quer saber? Eu vou te dizer agora mesmo. É assim que isso é. É a p#rra da minha banda. Se você não gosta, supere’. E eu disse: ‘Tudo bem, estou fora’.”

Grohl reagiu interpretando como um blefe e deu a Hawkins uma lista de músicas que precisavam ser concluídas nas próximas semanas enquanto ele tocava bateria com o Queens of the Stone Age.

“Fui vê-lo tocar com o Queens, e isso significou muito para ele. Eles se apresentaram um dia antes de nós. Ele nunca me disse isso, porque não temos esse tipo de conversa, mas eu sei que significou. Então nós tocamos na noite seguinte e arrasamos.”

Defesa a “One by One”

Embora tenha hits como “All My Life” e “Times Like These”, o disco “One by One”, que quase marcou a saída de Taylor Hawkins, nem sempre é citado como um dos melhores do Foo Fighters. Em outra entrevista, à Triple M, concedida em 2020, o próprio Hawkins saiu em defesa do trabalho.

Inicialmente, ele comentou:

“Li uma lista da (revista) Kerrang ou alguma outra que cita ‘One By One’ como nosso pior álbum. Esse disco sempre é criticado. Por alguma razão, as pessoas acham que ele é uma grande m#rda. Não é o disco de melhor som porque foi feito em uma época onde todos gravavam com o volume mais alto possível. Pensavam que se estivesse alto, soaria melhor na rádio – o que nem sempre é o caso, embora ainda soe bem no rádio.”

Apesar dos problemas na sonoridade, Taylor acreditava que justamente a força dos hits presentes no trabalho faziam justiça a ele.

“‘All My Life’ foi a primeira coisa que Dave e eu trabalhamos juntos de forma conectada, não apenas tocando algumas ideias de Dave. Lembro de compor a parte intermediária dela e achar incrível.”

Taylor Hawkins e Foo Fighters

Nascido em Forth Worth, Texas, Oliver Taylor Hawkins despontou como baterista nas bandas de duas cantoras canadenses: Sass Jordan e Alanis Morissette. Foi anunciado como baterista do Foo Fighters no início de 1997, antes da turnê do segundo disco, “The Colour and The Shape”.

Em 2004 criou o Taylor Hawkins and the Coattail Riders, onde assumia o vocal. Dez anos depois lançou o The Birds Of Satan, projeto com uma pegada mais progressiva e power pop. Também gravou e excursionou com Coheed and Cambria, Brian May, Slash e Kerry Ellis, entre outros.

Morreu no último dia 25 de março, aos 50 anos, após passar mal no hotel que se encontrava em Bogotá, Colômbia. Dois dias depois, se apresentaria com o Foo Fighters em São Paulo, na edição brasileira do Lollapalooza.

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