Kai Hansen critica vacinação obrigatória na Alemanha em página de política de extrema-direita

Guitarrista do Helloween e Gamma Ray diz que ministro da Saúde alemão é “louco ou fantoche da indústria famarcêutica” por “forçar vacina obrigatória sem mencionar riscos e mortes confirmadas pelo imunizante”

O vocalista e guitarrista Kai Hansen, conhecido pelo trabalho com o Helloween e Gamma Ray, fez uma declaração sobre a vacinação contra Covid-19 que despertou a atenção de fãs nas redes sociais.

Na seção de comentários de uma publicação feita no Facebook pela política alemã Alice Weidel, líder do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Hansen fez críticas a ações do ministro da Saúde local, Karl Lauterbach, por “forçar vacinação obrigatória” no país.

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Conforme apontado no fórum Reddit, o comentário, originalmente em alemão, diz:

“A veemência com que o senhor Lauterbach força vacinação obrigatória sem nunca mencionar os riscos e mortes confirmadas causadas pela vacinação levanta a suspeita de que ele é completamente louco ou um fantoche do farmacêutico indústria. Agora, ele tem que decidir entre cair na insignificância ou chegar à vitória final por todos os meios.”

É um pouco complicado traduzir o significado literal de todo o comentário, visto que há elementos específicos do idioma alemão que não se convertem ao português. Porém, cabe ressaltar que o trecho em que se fala de “vitória final” originalmente faz uso da expressão “Endsieg”, usada por nazistas no passado e tanto neonazistas quanto grupos antivacina hoje em dia.

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Neste caso, o emprego do termo soa como se Hansen quisesse traçar um paralelo entre a ação de Lautarbach e atitudes que nazistas do período totalitário poderiam ter se existissem atualmente. Membros do movimento antivacina na Alemanha (e também em outros países) usualmente comparam vacinação obrigatória com o Holocausto, o regime nazista ou a escravidão.

Alemanha, pandemia e vacinação

A vacinação obrigatória não está em vigor para toda a população na Alemanha. O parlamento chegou a aprovar a medida para profissionais da saúde no último mês de dezembro, mas o plano de expansão aos cidadãos de forma geral não foi adiante. O assunto voltou a ser discutido no fim do último mês de janeiro, tendo em vista o aumento de casos de Covid-19.

De acordo com as agências EFE e Reuters, aproximadamente 73% da população alemã está com seu esquema vacinal completo e cerca de 50% recebeu dose de reforço. Porém, há milhares de pessoas no país que se recusam a receber o imunizante, o que tem atrasado a meta nacional de aplicar a injeção em 80% dos cidadãos.

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Embora apresente riscos como qualquer medicamento, a vacina contra a Covid-19 foi comprovada como segura por diversos cientistas em todo o mundo, sabendo-se que as chances de reações adversas são baixas na comparação com os benefícios trazidos. A leitura da bula antes de receber o imunizante é recomendada como no caso de qualquer outro fármaco. Ainda assim, no Brasil, até novembro de 2021, foram registrados 11 óbitos relacionados à vacinação em um universo de 194 milhões de doses aplicadas até então.

Para mais informações sobre a vacinação contra a Covid, acesse os sites dos órgãos competentes, como o Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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