Os 13 discos favoritos de Eddie Vedder, a voz do Pearl Jam

Do pop infanto-juvenil ao punk, vocalista se mostrou bastante interessado em diferentes texturas musicais que o acompanharam

A lista de 13 discos preferidos de Eddie Vedder, feita em 2013, mostra que o frontman do Pearl Jam não tinha medo de experimentar diferentes texturas sonoras. Sim, aqueles nomes óbvios comparecem, mas também algumas alternativas interessantes ou até mesmo inimagináveis.

Conforme publicado pelo Discogs, eis o ranking com suas devidas explicações:

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1. The Jackson 5 – “Third Album”: “Esta é a primeira memória real que tenho de qualquer música que ficou comigo. Eu estava morando do outro lado dos trilhos em Evanston, Illinois, em um lar para meninos. Tínhamos esses discos do Jackson 5. Eu realmente me identifiquei com as vozes – eles tinham mais ou menos a minha idade, mas estavam fazendo isso. Diziam ‘Levante-se garota, sente-se. Vou te mostrar o que posso fazer!’ E você obedecia. O que você disser, Michael.”

2. The Beatles – “The Beatles” (White Album): “Isso é quase um livro didático para alguém nascido em 1964. Eu tinha uma fita chamada ‘Revolver White Album’. Só descobri que eram dois álbuns separados anos depois. O ‘The White Album’ tem canções que atraem crianças pequenas, como ‘Ob-La-Di, Ob-La-Da’. Então, se você seguir, estará ouvindo ‘Revolution 9’. Quero dizer, essas coisas abrem sua cabeça. É onde você se sente confortável com a audição ‘difícil’.”

3. The Who – “Tommy”: “Acho que uma babá me trouxe ‘Tommy’. À época já conhecia o ‘The White Album’, então estava acostumado com algo contendo duas horas de música. Fiquei comovido com a teatralidade. Tinha uma abertura, um tema. Eu realmente gostei de ouvir como uma peça linear. Foi além da música de três minutos. Quando se ouve essas coisas desde o início, muda como se sente em relação à música. Você começa a aceitar coisas que são diferentes.”

4. Ramones – “Road to Ruin”: “Eu nunca fui tão conhecedor do punk rock – só tive meu primeiro moicano aos 22 anos – mas esse disco meio que quebrou o ovo. De certa forma, era assustador, talvez por causa da aparência de uma gangue. Quando eu tinha 13 anos, ganhei minha primeira guitarra e conseguia tocar músicas do Ted Nugent, mas não conseguia reproduzir os solos. Mas quando era Ramones eu poderia tocar músicas inteiras.”

5. Talking Heads – “More Songs About Buildings And Food”: “Depois dos Ramones fui mais para o lado da new wave do que punk. Esqueci em que álbum está, mas tem uma música cuja letra diz ‘Seja um pouco mais egoísta’. Meus pais estavam se separando nessa época e eu estava pensando em como a família de todos estava indo bem e a minha estava se separando. Essa frase realmente me atingiu e me tirou desse modo de pensar.”

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6. Vários artistas – “Music and Rhythm” (compilação de world music comandada por Peter Gabriel): “Peter Gabriel lançou esta compilação de world music. Comprei simplesmente porque havia uma música de Pete Townshend chamada ‘Ascension Two’ nela, uma jam bizarra. O álbum também teve os Drummers From Burundi, um canto de macaco balinês, Nusrat Fateh Ali Khan… Abriu minha cabeça para paisagens musicais. Anos depois, eu realmente toquei em uma banda com Nusrat por alguns dias e foi incrível.”

7. Sonic Youth – “Daydream Nation”: “Tenho certeza de que há alguns discos que estou deixando de fora antes deste, como ‘Murmur’ do R.E.M. ou ‘Chronic Town’. Esses foram os anos em que eu fumava maconha, então pode haver algumas coisas perdidas na memória. Mas eu definitivamente me lembro de ouvir ‘Teen Age Riot’, a primeira música do ‘Daydream Nation’. A bateria de Steve Shelley tinha esse impulso, a abordagem à guitarra – a maneira como eles criaram ondas de som e ritmo. Eu realmente nunca tinha ouvido algo assim antes. E as letras do álbum pareciam uma aventura. Eu poderia me relacionar com algumas coisas, mas também senti como se estivesse olhando para algo que ainda não havia experimentado. O mesmo com os Ramones. Para mim, é assim que Nova York parece. Até hoje me sinto intimidado pela cidade.”

8. Jim O’Rourke – “Insignificance”: “A primeira música é quase como um canto, com lindas melodias e arranjos. Jim fala sobre como as pessoas precisam assumir o controle, porque se não o fizermos, o mundo chegará ao fim. Eu provavelmente sou tendencioso, já que o conheço, mas ele é um daqueles caras que, se você ouvir seus discos é como se tivesse um amigo que é um artista, que conhece muito bem, então você vê uma de suas pinturas e pensa: ‘Jesus Cristo, há muito mais coisas acontecendo com ele do que eu pensava’. Assim são os discos de Jim.”

9. Fugazi – “13 Songs”: “Eu sei que vi o Fugazi ao vivo antes de ouvir esse disco. Foi no Capitol Theatre em Olympia, Washington. Acho que foi um dos primeiros festivais internacionais de pop underground. Eu fui ao show porque a L7 estava abrindo e eu era amigo delas. O Fugazi era transcendente. No dia seguinte comprei o disco.”

10. Soundgarden – “Screaming Life/Fopp”: “O Sub Pop foi o primeiro sel onde eu sabia que poderia comprar os discos das bandas e que seriam legais. A banda em que eu fazia parte na época em San Diego abriu para Mudhoney e Lemonheads. Mal sabia eu que teria algo a ver com Seattle.”

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11. Mudhoney – “Mudhoney”: Eddie não fez comentários, apenas citando o álbum.

12. Tom Waits – “Nighthawks At The Diner”: “Eu gosto do fato de que você não pode realmente categorizar essa música. Eu quero inventar uma linha de Tom Waits sobre Tom Waits: ‘Tom não espera por ninguém.’ [Risos] Acho que ele disse uma vez que se orgulha de fazer boa música de fundo. Mas se você tentar dissecá-lo ou mesmo tocar junto com o material, perceberá que há todas essas mudanças de acordes que nunca são tocadas corretamente. Eles soam como se estivessem se transformando e o resultado soa como um carro velho que precisa de um ajuste. Você acaba com todos esses sons que criam ritmo e é a cama perfeita para uma voz.”

13. Pixies – “Surfer Rosa”: “Os Pixies eram enormes para mim. Frank Black, ou Black Francis, como era chamado na época, tinha uma voz – ele simplesmente a soltava e coisas estranhas aconteceriam. Parecia não tão rebelde, mas apenas livre na forma como ele conseguia emitir sons como ‘aie! ai! ai!’ e ainda obter o seu ponto de vista. Ele estava se libertando com sua voz. David Byrne era da mesma maneira. Eu realmente nunca fui capaz de fazer isso. Bem, acho que às vezes sim, mas não assim.”

Sobre Eddie Vedder

Nascido em Evanston, Illinois, Estados Unidos, Edward Louis Severson III adotou o Vedder, sobrenome da mãe, na adolescência, após descobrir que seu padrasto não era o pai biológico – a quem chegou a conhecer na infância, embora só tenha sabido a verdade mais tarde.

Começou a carreira musical nos anos 1980, participando de bandas como Indian Style, Surf And Destroy, The Butts e Bad Radio. Paralelamente, trabalhou como atendente de farmácia, garçom e segurança para se sustentar.

Encontrou o sucesso mundial quando se juntou ao Mookie Blaylock, que mudaria o nome para Pearl Jam. Uma das bandas mais importantes da cena rock da década de 1990, vendeu mais de 60 milhões de discos em todo o mundo. É o único frontman original do “Big Four do Grunge” ainda vivo.

Também lançou discos solo, além de ter colaborado com várias trilhas sonoras e participado de álbuns do Temple of the Dog, Bad Religion, Neil Young, Ramones e The Who, entre outros.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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