A banda de rock que Neil Peart considerava uma “corporação”

Grupo americano levou o trio canadense em turnê nos seus primórdios, gerando uma amizade declarada por ambos

Apesar de musicalmente diferentes, Rush e Kiss desenvolveram uma forte amizade nos anos 1970. Especialmente porque a banda americana apadrinhou o trio canadense em sua primeira grande turnê.

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As viagens geraram um relacionamento cordial, especialmente entre os bateristas, já que Peter Criss foi aluno do grande ídolo de Neil Peart, o lendário músico de jazz Gene Krupa.

O saudoso instrumentista canadense relembrou o que mais o despertou atenção nos colegas de estrada. Conforme resgate do Far Out Magazine, ele disse:

“O Kiss sempre foi uma corporação perfeitamente focada. Naquela época eu via Gene Simmons com seu caderno tendo todas as fantasias do grupo desde a época do ensino médio. Ele e Paul Stanley sabiam exatamente o que estavam fazendo e como iriam fazer.”

A ideia não bate muito bem com a realidade, já que cada membro do quarteto novaiorquino desenhou seu personagem. E isso nem tinha acontecido muito antes do início das atividades.

De qualquer modo, ao citar os outros dois integrantes da formação original dos mascarados, Neil praticamente prevê por que eles seriam excluídos em um futuro não tão distante.

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“Para os de coração mole como Ace Frehley e Peter Criss, você sabe, eles não poderiam desempenhar esse papel com o mesmo cinismo e foram prejudicados por isso de uma forma trágica.”

As lembranças de Ace Frehley

Em recente entrevista ao Ultimate Guitar, Ace Frehley também recordou a parceria entre as bandas. As lembranças trouxeram uma nostalgia cheia de bom humor.

“Bem, em primeiro lugar, eu adorava o Rush. Em segundo, fiquei muito próximo de todos eles. Até hoje estou de coração partido pela morte de Neil Peart, éramos bons amigos. Após cada show naquela época, eu diria que oito em cada dez noites, aqueles três caras vinham ao meu quarto, ao de Peter Criss, ou na suíte especial para festas. Todos bebíamos cerveja e fumávamos maconha. Alex (Lifeson, guitarrista) costumava colocar uma bolsa na cabeça e nós apenas nos divertíamos enchendo a cara. Muitas vezes eu simplesmente rolava no chão de tanto rir – era histérico.”

Era algo tão frenético que a história contada por Ace beira o inacreditável – além de gerar reconstituições mentais inevitáveis.

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“Peter Criss costumava fazer uma imitação desse médico maluco e drogado, chamado Dr. Rosenbloom. Ele colocava óculos e bagunçava o cabelo. Ficávamos nos revezando neste pequeno pódio que havíamos montado na sala – era assim que nos divertíamos e avançávamos pela turnê se não estivéssemos saindo com garotas. Assim que elas chegavam, a festa acabava um pouco mais cedo do que esperávamos.”

Kiss e Rush

Tanto Kiss quanto Rush não estão mais na ativa. Os canadenses fizeram seus últimos shows em 2015. Cinco anos mais tarde, Neil Peart faleceu em decorrência de um glioblastoma, forma agressiva de câncer cerebral.

Já o Kiss realizou suas apresentações derradeiras no final de 2023. Um projeto envolvendo avatares foi apresentado e segue sendo desenvolvido, oferecendo uma espécie diferente de espetáculo que manterá a marca ativa.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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