Gene Simmons fala sobre o documentário Kisstory, que estreia no Brasil neste fim de semana

Vocalista e baixista do Kiss conversou com jornalistas da América Latina em coletiva de imprensa, abordando não só o filme, como, também, outros tópicos de sua carreira

O documentário “Kisstory”, que narra a história do Kiss, lendária banda americana de hard rock, teve a sua data de estreia revelada para a TV brasileira. Dividido em duas partes, o filme será exibido nos dias 21 e 22 de agosto, sábado e domingo, às 22h30, no canal de TV por assinatura A&E.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa com Gene Simmons. O vocalista e baixista do Kiss falou com jornalistas da América Latina sobre o documentário e a respeito de outros detalhes da carreira da banda, que está prestes a se aposentar dos palcos.

Capturas de tela feitas durante a entrevista coletiva de Gene Simmons, via Zoom

Alguns destaques da entrevista coletiva de Simmons foram transcritos a seguir. Confira:

O que esperar do documentário “Kisstory”

Gene Simmons: “Temos muita sorte, pois todos estamos saudáveis, fortes, pensando em voltar e fazer shows em mais 100 cidades pelo mundo. Mas o mais importante é ser honesto com os fãs e contar toda a verdade. Em ‘Kisstory’, há histórias incríveis e há histórias tristes de integrantes com drogas, álcool e momentos ruins, além dos bons. O mais importante é que devemos a verdade aos fãs. O documentário conta toda a história da banda, toda a verdade. A boa e a ruim”.

A cinebiografia produzida pela Netflix

GS: “Temos um filme da Netflix saindo ano que vem, com atores de fato, direção e tudo. O diretor (Joachim Rønning) é o que fez o último ‘Piratas do Caribe’ e fará o próximo. Será um grande filme. […] Será sobre os quatro caras de Nova York que uniram. Sobre como o Nova York iniciou algo chamado a cena glitter. Vieram New York Dolls, Ramones e bandas assim. Nenhuma delas se tornou grande, só o Kiss. Mas o movimento, a cultura era algo importante. Viemos dessa cultura do Studio 54, da discoteca, mas éramos uma banda de rock em Nova York. É a história de como quatro caras diferentes fizeram uma banda inovadora. Ace entregava bebidas, Peter não trabalhava e sua esposa o sustentava, Paul dirigia táxi, eu trabalhava para uma agência. Todos viemos de realidades bem diferentes. Como nos juntamos… é algo incrível ainda para os dias de hoje”.

O momento da história do Kiss que ele gostaria de vivenciar novamente, caso fosse possível (em resposta a Uschi Levy, da RCN Radio / LA FM)

GS: “Em 1981 ou 1982 (nota do editor: 1983), tocamos no estádio do Maracanã, no Brasil. Depois, tocamos em São Paulo e Belo Horizonte. Na época, estávamos sem Ace Frehley, que havia saído da banda. Lembro de olhar para o estádio, o maior estádio do mundo, e não entender quantas pessoas estavam ali. Era quatro vezes maior que qualquer estádio do mundo. Se eu quisesse reviver algum momento da vida, eu queria tocar de novo naquele estádio, todas as noites, em todos os shows. Foi a coisa mais incrível que fizemos. Sentia como se estivesse tocando para o mundo inteiro”.

E o momento que ele gostaria de apagar da trajetória da banda

GS: “Drogas e álcool (nota do editor: que causaram, na visão de Gene Simmons, as saídas de Ace Frehley, guitarrista, e Peter Criss, baterista). Esse é o maior inimigo do planeta. Claro, você tem cartéis, violência, dinheiro envolvido e tudo. Se as pessoas pararem de usar drogas, o mundo seria melhor.”

O pensamento mais honesto que será mostrado no documentário (em resposta a Nayeli Ramírez, do El Heraldo)

GS: “Você precisa olhar por trás da maquiagem. Quando uma mulher sai para uma festa, ela coloca a maquiagem, então, pensam que você é aquela pessoa, mas não é – é apenas uma imagem. As pessoas ainda precisam conhecer a mulher que sai por trás da maquiagem e vem de coração. O documentário é assim. Quem é a pessoa por trás da maquiagem? Precisamos de várias décadas para nos mostrarmos. Um amigo meu comentou uma vez que as strippers não saem nuas do palco: elas saem com um pouco de roupa. Já nós, estamos saindo de cena e queremos mostrar tudo”.

Mais lembranças sobre o Brasil (em resposta a Roque Casciero, do Pagina 12)

GS: “Lembro de ir para o Maracanã, para o show, em um tanque. O exército nos colocou em um tanque e eles eram nossa guarda, pois havia 200 mil pessoas no estádio. Fecharam todas as ruas, era como se fosse o presidente passando. Não havia carros, mas havia helicópteros em cima de nós. Era como um filme, como ‘Velozes e Furiosos’. Não havia ninguém na rua. As pessoas olhavam aquilo pela janela e nós olhávamos para fora pelos pequenos buracos do tanque. […] Quando chegamos ao estádio, foi a maior coisa que já vimos. Já havíamos tocado em estádios em outros lugares, como no Japão e tudo o mais, mas o tamanho era impressionante. Incrível”.

Kisstory – serviço

  • Quando assistir: 21 e 22 de agosto (dividido em duas partes), às 22h30;
  • Onde assistir: canal de TV por assinatura A&E Brasil. NET: 138 ou 638 (HD) | SKY: 138 ou 638 (HD) | CLARO: 138 ou 638 (HD) | VIVO CABO: 66 ou 366 (HD) | VIVO FIBRA: 645 (HD) | VIVO DTH SP: 550 ou 856 (HD) | VIVO DTH FORA DE SP: 92 (HD) | OI: 73.

Sobre o documentário

“Kisstory”, novo especial documental da franquia “Biography”, celebra os 50 anos do Kiss, contando as histórias por trás do fenômeno que teve origem nos anos 1970.

Depois do sucesso de “As Nove Vidas de Ozzy Osbourne“, exibido em março, o A&E apresenta este documentário dirigido por D.J. Viola, que narra as cinco décadas da banda na indústria da música. A produção conta com o apoio dos fundadores do Kiss, Paul Stanley e Gene Simmons, que refletem sobre sua carreira.

Além dos chefes da banda, “Kiss” conta com participações do guitarrista Tommy Thayer e do baterista Eric Singer, ambos da formação atual, além dos convidados Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), Tom Morello (Rage Against the Machine), o empresário Doc McGhee, o produtor Bob Ezrin, entre outros. Ace Frehley e Peter Criss, respectivamente guitarrista e baterista originais, optaram por não participar.

Com sessões de gravações originais, filmagens caseiras, histórias de backstage e imagens singulares, o especial “Kisstory” oferece, de acordo com material de divulgação, “um ingresso com acesso total à trajetória da banda”.

“Kisstory é um relato emotivo do começo na cena do rock dos anos 70 na cidade de Nova York, a ascensão meteórica para a fama, os problemas com drogas e álcool nos anos 80 e como finalmente voltaram ao topo das paradas nos anos 1990, tornando-se sinônimo de rock and roll.”

1 comentário
  1. Opa, que bacana a tua participação! Claro que é mais um pacote de “vamos lavar a roupa”, até porque já existem materiais contando a “história da banda”, mas sempre pela visão dos donos.
    Assistiremos obviamente…

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