Jim Bakker, um dos principais televangelistas dos anos 1980, morreu na última segunda-feira (5), aos 86 anos, por causas não especificadas. O “pastor fraudulento” ficou conhecido por sua carreira como pregador de televisão, que chegou ao fim em 1989, quando foi condenado por causar um prejuízo de pelo menos US$ 158 milhões a seus seguidores, incluindo US$ 3,7 milhões desviados para uso pessoal.
Bakker ainda foi alvo de denúncias de abuso sexual, incluindo estupro. Três investigações terminaram sem medidas contra ele, apesar das evidências, o que levantou suspeitas de influência política a seu favor, como compartilhado pelo site Ultimate Classic Rock.
O fato inspirou uma série de artistas. Por exemplo, o Genesis fez uma referência ao pastor e aos televangelistas como um todo na canção “Jesus He Knows Me”, do disco “We Can’t Dance” (1991).
À época, Phil Collins disse que “você não pode mudar de canal em um domingo sem ver um deles, é assim o tempo todo”. Já ao Room 101 (via Rock and Roll Garage), acrescentou:
“Para ser bem sincero, não sei como [os televangelistas] conseguem fazer isso sem serem punidos. Nas minhas viagens aos Estados Unidos aos domingos, quando ligo a televisão, é televangelista por todos os lados. Há um homem chamado Ernest Angley, que agora deve estar com quase 90 anos. Ele costumava dizer que, por 100 dólares, você poderia receber uma oração pessoal, e fazia as pessoas enviarem 100 dólares para ele. ‘Oração pessoal’, que obviamente não é uma oração pessoal de forma alguma. É assustador que grande parte dos Estados Unidos embarque nisso. É um negócio enorme.”
Bakker também é parte da ideia presente em “Holy Smoke”, lançada pelo Iron Maiden no “No Prayer for the Dying” (1990). Em uma declaração a respeito da composição, Bruce Dickinson comentou:
“Isso é sobre os pregadores de televisão e todas as mentiras que eles contam… Eu simplesmente tive essa imagem na cabeça, de todos aqueles fornos dos campos de extermínio com os pés dos pregadores para fora e uma fumaça sagrada subindo.”
“Miracle Man”, disponibilizada por Ozzy Osbourne em “No Rest for the Wicked” (1988), é outra faixa que parece utilizar do cenário envolvendo o pastor. À Uncut, o saudoso Madman afirmou que tanto Bakker quanto Jimmy Swaggart “viviam criticando meus discos e dizendo que eu era o Anticristo, mas acabou que eles não eram tão santos assim”.
Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | X/Twitter | Facebook | YouTube | Bluesky | Threads | TikTok.
