O Angra vem promovendo uma série de encontros com ex-membros. Em abril, a banda reuniu a chamada formação Nova Era, com o vocalista Edu Falaschi, com o baterista Aquiles Priester e com o guitarrista Kiko Loureiro, para duas apresentações no Brasil. Ao longo do ano, Kiko e Edu ainda acabaram confirmados em outros compromissos. Até mesmo o baixista Luis Mariutti tocou com o grupo no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no último dia 2 de outubro.
Segundo Felipe Andreoli, “as portas estão sempre abertas” para os antigos integrantes. O tópico foi mencionado durante entrevista ao jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil.
Quando perguntado a respeito da possibilidade de promover novamente uma grande reunião no palco nos moldes do Bangers Open Air, o baixista destacou:
“As portas estão sempre abertas. Essa reaproximação com Aquiles e Edu foi tão bem-sucedida que deixou o gostinho de quero mais. Tanto que Edu e Kiko vão participar de um festival que o Angra fará no Japão dia 25 de outubro. Infelizmente, o Aquiles não pôde estar na data, mas agora isso está no universo de possibilidades. O mesmo se estende para Luís [Mariutti], Ricardo [Confessori] e Fabio [Lione]. Nunca queremos fechar as portas para ninguém.”
Para o músico, a ideia de ir além dos palcos e reunir todos em um disco não é impossível desde que haja um sentido artístico. Contudo, o próprio deixou claro que não existe nenhum plano concreto envolvendo um novo material da banda, em nenhum tipo de formato, apesar da vontade de compor:
“Acho que está aberto. Se artisticamente fizer sentido, estando num momento certo para que isso aconteça, não vejo nenhum problema. Acho que seria muito interessante de fazer. Agora, se é uma coisa que está nos planos… não. Até porque nem estamos pensando em disco. A palavra disco no momento é proibida dentro do Angra. Espero que isso mude em breve porque, especialmente como esses shows estão indo bem e essa turnê está sendo tão prazerosa de fazer, a vontade de compor para mim, pessoalmente, está crescendo a cada dia. Mas no momento em que isso virar um futuro de curto ou médio prazo, acho que seria muito legal essa ideia. Não vejo nenhum motivo para não fazer isso.”
Marcelo Barbosa concorda. Na opinião do guitarrista, “seria demais” um trabalho com diferentes formações da banda, mas, ao menos por agora, “não há nenhuma conversa a respeito”:
“Seria demais. Não temos nenhuma conversa a respeito disso, nem de disco só com a gente. Imagina a complexidade que envolveria reunir toda essa galera. Acho que, em primeiro lugar, tem que fazer sentido artisticamente e pessoalmente. Compor junto, estar junto gravando, estar junto em turnê… mesmo quando você faz isso com pessoas com quem você não tem nenhum ajuste a ser feito, é muito difícil e pode ser cansativo. Então, quanto mais gente envolvida nesse processo, mais as coisas têm que estar alinhadas e com todos felizes, na mesma página e na mesma intenção. Sendo assim, acho que seria demais ter um registro que reunisse essas formações pelas quais o Angra já passou, cada uma com a sua devida importância, com o seu devido mérito. Estou 100% aberto a isso também.”
A opinião de Edu Falaschi e Rafael Bittencourt
Em episódio do Amplifica em março, Edu Falaschi afirmou não se opor à ideia de gravar novamente com o Angra numa dinâmica semelhante à do Helloween. Porém, o vocalista esclareceu:
“A questão é se todo mundo quer. Não adianta eu querer sozinho, todo mundo tem que querer.”
Rafael Bittencourt, que comanda a atração, também comentou o assunto. O guitarrista enfatizou que nada do tipo está nos planos até o momento, mas também não descartou a chance:
“Faz sentido continuar cultivando essa coisa de fazer coisas juntos. Todos têm suas carreiras próprias, mas colaborar e manter esse clima de reencontro é algo legal.”
Ausência de Ricardo Confessori
Em abril, em meio à performance no Bangers Open Air, que também contou com a despedida do vocalista Fabio Lione e a estreia de Alírio Netto nos vocais, Rafael Bittencourt tirou um tempo para mencionar o reencontro com os ex-integrantes. Enquanto refletia a respeito, o guitarrista e membro fundador prometeu trazer no futuro outros antigos membros que não participaram.
Antes de tocarem “Rebirth”, o músico destacou, conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br:
“Tinha um sonho muito antigo de reunir essa família. O sonho permanece, pois a família está cada vez maior e ainda tem elementos da família que a gente não juntou — e eu prometo que iremos juntá-los. A noite de hoje é um marco do heavy metal brasileiro e todo o movimento do rock pesado latino-americano. O Bangers é um festival brasileiro de metal pesado. Tivemos dezoito bandas brasileiras arregaçando pra vocês. Uma grande conquista. Muito, muito obrigado a todos que se empenharam. Foi um esforço de todos: jornalistas, revistas, lojas — e é pra vocês. Obrigado a todos que sempre estão nos apoiando.”
Por mais que não tenha citado nomes, os fãs logo associaram à declaração ao baixista Luis Mariutti e ao baterista Ricardo Confessori — cujas ausências foram mais comentadas. Como destacado, Mariutti participou da apresentação em celebração ao disco “Holy Land” (1996) no Tokio Marine Hall, em São Paulo, na última sexta-feira (2). Confessori, no entanto, ficou de fora, apesar de ter sido convidado.
À Rolling Stone Brasil, Felipe Andreoli explicou:
“Da mesma forma que convidamos o Luís — que aceitou o convite —, convidamos o Ricardo, que não quis participar. Tem os motivos dele, que só temos a respeitar. Seria muito legal tê-lo para celebrar o ‘Holy Land’ junto com a gente, mas ele tem toda a liberdade de tomar as decisões que ele quer. Infelizmente, ele preferiu não participar dessa vez.”
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