Em abril de 2024, o Kiss anunciou que vendeu os direitos de seu catálogo e das marcas registradas pela banda, que incluem o logotipo e os desenhos das maquiagens, para a empresa sueca de investimento em entretenimento Pophouse. Segundo nota divulgada à época, o intuito do acordo estimado em US$ 300 milhões é ajudar a desenvolver e expandir o legado do quarteto mundialmente.
De qualquer forma, apesar dos planos vindouros para o futuro, a parceria proíbe que o grupo realize shows sem autorização. É o que revela Gene Simmons.
Durante entrevista à rádio 94.7 WCSX (via Blabbermouth), o vocalista e baixista explicou que a Pophouse basicamente tem direitos sob todos os aspectos envolvendo o Kiss. Mencionando os projetos planejados, o músico declarou:
“O Kiss foi efetivamente vendido — a maquiagem, as músicas, os direitos de publicação e tudo mais — por [muito dinheiro] para uma ótima empresa chamada Pophouse, que é nossa parceira. Estamos trabalhando juntos em projetos futuros, haverá um filme, que está em processo de escalação do elenco agora, desenhos animados, parque temático, o show com avatares.”
Sendo assim, os músicos não podem tocar ao vivo utilizando elementos do Kiss sem comunicar a Pophouse. Até por isso, o Demon encontrou uma saída para cair na estrada, com a sua banda solo Gene Simmons Band:
“Isso também significa que o Kiss não pode tocar ao vivo sem a autorização da Pophouse, porque eles são donos da maquiagem e de todo o resto. Mas eu não queria ficar longe dos palcos. É a coisa mais divertida de se fazer. Estar no palco e mandar ver no rock é a coisa mais divertida que consigo imaginar fazendo de calça. E existe uma magia que acontece ali.”
Parceria “natural”
À revista People, Gene disse que a parceria com a Pophouse pareceu a “coisa natural a fazer”, embora tenha destacado que a banda “não estava procurando por isso” de início. Posteriormente, à TMZ, ressaltou o aspecto visionário da empresa sueca e prometeu projetos inovadores envolvendo o grupo mascarado:
“Ao lado dos nossos amigos da Pophouse, que são visionários, vamos fazer coisas que nenhuma banda e nenhum artista jamais fez antes. Nossos eventos serão, eu diria, multidimensionais. Vocês simplesmente não vão acreditar no que estão vendo. As coisas serão muito maiores do que a própria vida diante dos seus olhos. Vocês não vão acreditar. Já vimos os primeiros fragmentos disso. É simplesmente de cair o queixo.”
Os próximos shows do Kiss
Após o fim da turnê de despedida em dezembro de 2023, o Kiss vem fazendo performances pontuais. Em novembro do ano passado, a banda realizou duas apresentações no evento Kiss Kruise: Land Locked in Vegas, celebrando o 50º aniversário do fã-clube oficial Kiss Army, e, agora, marcou mais compromissos desde a aposentadoria da estrada.
O grupo subirá ao palco novamente numa segunda edição do Kiss Kruise: Land Locked in Vegas, agendado entre os dias 13 e 15 de novembro. Paul Stanley (voz e guitarra), Gene Simmons (voz e baixo), Tommy Thayer (guitarra) e Eric Singer (bateria) tocarão duas vezes no evento, em performances sem as tradicionais maquiagens e fantasias, e ainda realizarão um tributo para o saudoso guitarrista Ace Frehley, que morreu em outubro do ano passado.
O futuro da banda
No dia 2 de dezembro de 2023, durante o seu último show, o Kiss anunciou que a história da marca será prosseguida através de avatares. As representações virtuais assumirão a linha de frente em espetáculos.
Um artigo recente da Pollstar Magazine informou que o show deve entrar em cartaz em 2028 e, num primeiro momento, só em Las Vegas, nos Estados Unidos. À revista, Paul Stanley e Gene Simmons também adiantaram que a iniciativa contará com músicas inéditas, idealizadas especialmente para o projeto.
A “New Era” do Kiss contempla outras iniciativas um pouco mais convencionais e, em maioria, já conhecidas do público. A banda dará sequência a seu museu em Las Vegas. Além disso, a cinebiografia “Shout it Out Loud” segue em produção.
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