Quando perguntado a respeito da possibilidade do Rush lançar material inédito, Geddy Lee brincou que a banda ainda está “tentando lembrar das músicas antigas”. De fato, uma das faixas escolhidas para o repertório da turnê de retorno “Fifty Something” tem dado trabalho aos integrantes.
Durante entrevista à Rolling Stone, Alex Lifeson confessou que teve dificuldades para reaprender “A Farewell to Kings”, faixa do disco de mesmo nome lançado em 1977. Conforme transcrição do site Guitar.com, o guitarrista mencionou:
“Queríamos ser melhores do que nunca. Não apenas ser tão bons quanto éramos antes, mas nos desafiar com músicas que não tocamos há muito tempo. Todas elas foram desafiadoras depois de 11 anos, de qualquer forma, mas trazer ‘A Farewell to Kings’ de volta exigiu muito trabalho. Provavelmente foi a música mais difícil de todas.”
Para o músico, o problema está nas mudanças constantes da canção. Como explicado, entre a introdução e o encerramento, há muitas alterações nas batidas:
“A música fica mudando o tempo todo. Na introdução e no encerramento, batidas são acrescentadas e retiradas, e você precisa se lembrar da ordem em que essas mudanças acontecem.”
Outra questão envolve o riff de abertura, tocado pelo guitarrista em um violão clássico, enquanto ainda continua com a guitarra pendurada no corpo. Ele destaca:
“O riff de abertura é complicado para um guitarrista tocar. Eu toco violão clássico há muito tempo, mas tive muita dificuldade. Minhas mãos não funcionam como antes. Trabalho muito para conseguir fazê-las chegar ao nível dessa música e acho que, até agora, tem dado bastante certo. Mas tocar o riff de abertura de uma maneira muito suave e delicada, que é como aparece no disco, enquanto você ainda tem outra guitarra pendurada no pescoço dolorido, exige muita habilidade.”
Geddy Lee concorda
Geddy concorda com o companheiro de grupo. Na opinião do vocalista, baixista e tecladista, “A Farewell to Kings” é mesmo a faixa mais difícil do set:
“Essa foi a mais difícil porque é uma música que exige muito mentalmente. A estrutura é simplesmente estranha. Cada parte, por si só, já é difícil de tocar. Até o começo parece moleza, mas não é.”
Alex Lifeson e “A Farewell to Kings”
Não é a primeira vez que Alex Lifeson comenta a respeito da complexidade de “A Farewell to Kings”. À Prog em 2017, o guitarrista ressaltou os compassos irregulares da faixa e o processo de gravação:
“Lembro de andar de um lado para o outro, tentando me concentrar no que estava tocando sem esbarrar no Neil [Peart]. Foi uma música complexa de compor. Em muitos aspectos, ela é simples e direta, mas nunca conseguíamos nos contentar com isso. Tirar uma nota aqui ou inserir uma nota estranha ali tornava tudo mais interessante para nós e para quem ouvia.”
Rush e a “Fifty Something Tour” no Brasil
O Rush excursionará pela América do Norte ao longo de 2026. No ano seguinte, levará a “Fifty Something Tour” para outros continentes. O Brasil recebe o trio em entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro para seis shows:
- 22 de janeiro de 2027 – Curitiba – Arena da Baixada
- 24 e 26 de janeiro de 2027 – São Paulo – Allianz Parque
- 30 de janeiro de 2027 – Rio de Janeiro – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
- 1 de fevereiro de 2027 – Belo Horizonte – Estádio Mineirão
- 4 de fevereiro de 2027 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha
Anika Nilles é a responsável pela bateria na nova fase da banda. Em outubro do ano passado, a musicista alemã foi anunciada como substituta de Neil Peart. Agora, a formação ainda traz o tecladista Loren Gold.
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