Netflix comenta processo da banda Demon Hunter devido a “Guerreiras do K-Pop”

Plataforma de streaming classificou as acusações como "infundadas" e destacou que está preparada para "defender-se vigorosamente"

Na última terça-feira (18), o Demon Hunter entrou com uma ação judicial contra a Netflix. Formada em 2000, a banda de metal cristão alega que o sucesso do filme “Guerreiras do K-Pop” — internacionalmente intitulado “KPop Demon Hunters” e lançado em junho do ano passado pela plataforma — teria provocado “violação de marca registrada” e “confusão do público” em relação ao grupo devido à semelhança do nome. 

Os artistas querem que o caso seja levado a julgamento, além da restituição de seus “direitos legítimos” sobre a marca Demon Hunter, registrada para música e merchandise em 2022 pela empresa Hyde Lane. Ainda, o grupo solicita uma indenização não detalhada e que o streaming seja impedido de utilizar o nome KPop Demon Hunters em canções, shows e produtos.

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Num primeiro momento, Netflix não havia emitido nenhum pronunciamento a respeito do tema. Agora, um representante da empresa publicou uma pequena nota, destacando que a companhia classifica as acusações como “infundadas” e que está preparada para “defender-se vigorosamente”.

Conforme o Blabbermouth, o texto diz: 

“Essas alegações são infundadas. A Netflix criou um fenômeno global vencedor do Oscar com ‘KPop Demon Hunters’, que inspirou fãs ao redor do mundo com sua música, narrativa e personagens marcantes. Estamos preparados para defender vigorosamente este caso.”

Vale mencionar que o longa-metragem vencedor do Oscar tornou-se o mais assistido da história da plataforma e ainda emplacou músicas de sua trilha sonora na Billboard Hot 100. Sabe-se que o streaming prepara uma sequência de “Guerreiras do K-Pop”, que deve chegar apenas em 2029.

O caso

O principal motivo para o processo movido pelo Demon Hunter é a turnê mundial “KPop Demon Hunters” anunciada pela Netflix em parceria com a AEG Presents em maio. Segundo a banda, a série de apresentações pode “gerar confusão no mercado, fazendo com que os consumidores acreditem que os artistas tenham algum tipo de relação entre si”.

Como exemplo, o grupo citou o relato de um fã que gastou US$ 500 em ingressos para um show do Demon Hunter em Albany, Nova York, quando, na verdade, queria assistir ao espetáculo do KPop Demon Hunters. Por isso, o admirador posteriormente pediu o reembolso.

Para os músicos, a inclusão da palavra “KPop” antes de “Demon Hunters” não “elimina a probabilidade de confusão”, visto que é um termo genérico. Eles argumentam:

“O Demon Hunter é uma banda de metal conhecida e respeitada. Formado na virada do século, o grupo passou os últimos 25 anos lançando álbuns regularmente, fazendo turnês e vendendo produtos para um público amplo e fiel. Infelizmente, em 2025, a Netflix e a Netflix Studios — apesar de quase certamente terem conhecimento da existência do Demon Hunter — decidiram lançar um filme intitulado ‘KPop Demon Hunters’ […], que alcançou um sucesso sem precedentes, não apenas como filme no serviço de streaming da Netflix, mas também por meio de sua trilha sonora e de seus produtos […]. Em outras palavras, a Netflix não teria mais direito de usar a marca ‘KPop Demon Hunters’ do que teria de criar um artista, uma turnê e produtos usando nomes como ‘KPop Metallica’, ‘KPop U2’ ou ‘KPop Black Sabbath’.”

Demon Hunter atualmente

Em uma turnê conjunta com o P.O.D., o Demon Hunter esteve no Brasil no último mês de dezembro, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte. Atualmente, o grupo excursiona pela América do Norte, onde tem apresentações marcadas até outubro. “There Was a Light Here”, álbum mais recente, saiu em setembro do ano passado. 

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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