Até pouco tempo atrás, Stewart Copeland não era um grande fã de música pesada. Em 2017, o baterista do The Police revelou que não curtia heavy metal e que via o gênero como “música de comédia”, apesar de reconhecer que o estilo continha “os bateristas com as técnicas mais impressionantes”.
Porém, o músico de 74 anos rendeu-se. Recentemente, ao participar do canal Joann Butler in Studio With…, Copeland contou que passou a admirar canções mais agressivas e que agora fica “animado” ao ouvir faixas do tipo. Conforme transcrição da Ultimate Guitar, o instrumentista explicou:
“Hoje em dia, as maiores habilidades técnicas estão no death metal. E eu adoro heavy metal, metal pesado e agressivo. Porque, por algum motivo, quando estou dirigindo meu carro, o som de jovens extremamente revoltados me anima. Não sei por quê, mas o heavy metal simplesmente melhora o meu dia.”
Stewart, que recentemente conheceu pela primeira vez o trabalho do Limp Bizkit por meio da Drumeo, também aproveitou para citar dois nomes que vêm admirando ligados ao Slipknot: o saudoso Joey Jordison e o brasileiro Eloy Casagrande.
“[Meus bateristas favoritos atualmente são] Eloy Casagrande e também Joey Jordison, que são dois bateristas do [Slipknot].”
Vale mencionar que o antigo membro do The Police é uma referência para Eloy. No último mês de julho, o guitarrista Jim Root mencionou o tópico em entrevista ao podcast RIDE BYND, como compartilhado pela revista Kerrang:
“O Eloy é um ser humano extremamente talentoso. Ele vive, come e respira bateria […]. Ele sabe tocar de forma mais contida e partir para algo experimental. Até mesmo algo experimental à la Phil Collins no Genesis. E o alcance de suas influências é infinito. Posso mencionar o nome de um baterista, como Stewart Copeland, e ele tenta entrar naquele modo. E há tantos bateristas que ele admira que eu nem sequer conheço. Então, também estou aprendendo um monte de coisas com ele. É muito bom.”
Stewart Copeland e Joey Jordison
Stewart Copeland ressaltou a admiração por Joey Jordison em inúmeras ocasiões. À Ultimate Guitar em 2017, o baterista do The Police colocou o saudoso colega de profissão como uma inspiração:
“Quando ganhei a bateria da Tama com apenas um bumbo, tive que reaprender a tocar usando um único pé. Depois que superei essa dificuldade, me tornei um baterista muito melhor. Anos depois, vi o Slipknot com Joey Jordison e o que ele fazia com os pés era exatamente o que eu gostaria de fazer com as mãos. Então, comprei um pedal de bumbo duplo.”
Já para a Wired em 2023, o músico citou Jordison entre os melhores bateristas que já tinha visto ao vivo. Em suas palavras:
“Entre os mais jovens, eu diria Joey Jordison, que infelizmente nos deixou, com o Slipknot. Aquele cara tinha uma técnica absurda! Sabe, os jovens de hoje começam de onde nós paramos. É como nas Olimpíadas: a cada ano, eles conseguem saltar um pouco mais alto, correr um pouco mais rápido. Como isso é possível? Não sei! Mas Joey Jordison fazia com os pés coisas que eu gostaria de conseguir fazer com as mãos.”
Sid Wilson, DJ recentemente demitido do Slipknot, já havia pontuado o respeito de Copeland por Jordison. Ao Get On The Bus em abril, o ex-integrante contou:
“Posso afirmar o seguinte: Joey foi o melhor baterista. Sem discussão. Os maiores bateristas iam aos nossos shows só para vê-lo tocar. Stewart Copeland, do The Police, foi nos ver ao vivo e disse: ‘ele é o cara.’ E era mesmo. Aquele cara ouvia qualquer música uma vez e já conseguia tocar.”
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