O Rush anunciou que retomaria às atividades em outubro do ano passado. Até então, porém, os integrantes remanescentes negavam qualquer intenção de reunir a banda novamente.
Em 2024, Alex Lifeson pediu para que os fãs aceitassem o fim definitivo do grupo. Em suas palavras ao site Classic Rock History, ele e Geddy Lee não poderiam “simplesmente procurar outro baterista, fazer shows e material novo” porque “não seria a mesma coisa, seria apenas uma estratégia financeira”.
Pouco mais tarde, em janeiro de 2025, o integrante trouxe o mesmo argumento. Ele ressaltou à Classic Rock que “uma nova versão não teria a mesma mágica” e que “preferiria ser lembrado por esse legado do que por voltar como a principal banda tributo ao Rush”.
Tal fala irritou o vocalista, tecladista e baixista, que mencionou o tópico recentemente à Rolling Stone, como compartilhado pela Consequence. Para o músico, o uso da palavra “tributo” não fazia sentido, assim como seria injusto afirmar que as canções pertenciam exclusivamente ao saudoso baterista Neil Peart:
“Eu sei como ele se sente [em relação à banda] e como tem se sentido há muito tempo. Somos amigos antes de qualquer coisa. Mas… quando ouvi essa história sobre o tributo, pensei: ‘Essas músicas são suas, p*rr@!’ Não é uma banda tributo! Essas músicas são tão nossas quanto eram do Neil. E elas fazem parte de nós. Fazem parte da sua alma. Fazem parte do seu coração’. E, quando começamos a tocá-las juntos novamente, isso meio que despertou algo nele.”
Lifeson confessa que utilizou o termo porque não queria “encarar aquela situação”. Contudo, o próprio logo percebeu, ao tocar com o antigo companheiro, que estava equivocado:
“Talvez eu estivesse tentando dar um pequeno sinal. Queria estabelecer um limite para não precisar encarar aquela situação, dizendo: ‘ah, não, eu não quero estar em uma banda tributo ao Rush’. Quando voltamos a tocar, não se tratava de estar em uma banda tributo ao Rush. Tratava-se de ser o Rush. Em uma de suas melhores formas. E isso era algo completamente diferente.”
Rush e a “Fifty Something Tour” no Brasil
O Rush excursionará pela América do Norte ao longo de 2026. No ano seguinte, levará a “Fifty Something Tour” para outros continentes. O Brasil recebe o trio em entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro para seis shows:
- 22 de janeiro de 2027 – Curitiba – Arena da Baixada
- 24 e 26 de janeiro de 2027 – São Paulo – Allianz Parque
- 30 de janeiro de 2027 – Rio de Janeiro – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
- 1 de fevereiro de 2027 – Belo Horizonte – Estádio Mineirão
- 4 de fevereiro de 2027 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha
Anika Nilles é a responsável pela bateria na nova fase da banda. Em outubro do ano passado, a musicista alemã foi anunciada como substituta de Neil Peart. Agora, a formação ainda traz o tecladista Loren Gold.
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