Um dos fundadores e principais compositores do Angra, Rafael Bittencourt revelou aquela que considera como sua melhor criação na banda. O assunto surgiu durante um episódio do podcast Amplifica, comandado pelo próprio guitarrista, a partir da pergunta de um fã.
O músico surpreendeu ao apontar “Gentle Change”, canção presente no álbum “Fireworks” (1998), como sua composição própria favorita. Sobre o processo criativo, Bittencourt citou a então recente aquisição de um teclado workstation TS-12, comprado em parceria com o vocalista Andre Matos.
Ele disse (com transcrição do TMDQA):
“Foi a primeira ferramenta, assim, de composição, né? Então, eu ia gravando devagarzinho o teclado, o piano […] porque eu podia gravar devagarzinho, acelerava, botava um pedaço com outro, às vezes separava a mão direita com a mão esquerda, mas ia colocando todo aquele conhecimento de harmonia e outras coisas na música, na minha composição.”
Sobre a obra em si, Rafael acredita que foi a primeira música a trazer uma sonoridade própria dele, embora se distancie um pouco do metal praticado pelo Angra na época. Ele disse:
“É uma música em tom maior, é uma música… não exatamente heavy metal, né? Vai para outro caminho. Eu fiquei muito feliz, porque ali eu pude colocar coisas novas, experimentar. Ela faz sentido, ela não é tão esquisita. É legal de ouvir, mas eu fiquei contente. Fiquei super feliz.”
Angra e “Fireworks”
“Fireworks” foi o terceiro álbum de estúdio do Angra e marca a despedida do vocalista Andre Matos, do baixista Luís Mariutti e do baterista Ricardo Confessori — este último voltaria a gravar com a banda no disco “Aqua” (2010). É apontado frequentemente por fãs como um trabalho ligeiramente abaixo em relação aos outros dois registrados com Matos.
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