Paul McCartney reflete sobre longevidade dele, dos Rolling Stones e Bruce Springsteen

Aos 81 anos de idade, músico acredita que prática adquirida ao longo do tempo é essencial para manter carreira nos trilhos

Paul McCartney está em atividade há mais de seis décadas. Aos 81 anos, o músico continua excursionando pelo mundo, realizando shows de quase três horas e lançando materiais inéditos. Só em 2023, disponibilizou o livro de fotos “1964 — Os olhos do furacão”, idealizou o podcast “McCartney: A Life in Lyrics” e anunciou a retomada da turnê “Got Back”, com passagem pelo Brasil. 

Conversando com o jornal O Globo, o eterno Beatle refletiu sobre a longevidade de sua carreira. Na opinião do artista, a prática e o costume adquiridos com o tempo facilitam os compromissos da vida profissional atualmente.   

“Sabe, quando começamos com os Beatles, pensávamos que passaríamos no máximo uns dez anos fazendo aquilo. E, de repente, eram 20 anos. Foram-se 30, então 40, e agora são mais ou menos o quê? Uns 60 anos. Mas ainda me sinto muito bem. Como já fazemos isso há muito tempo, nós meio que sabemos como fazer.”

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Ele acredita que o pensamento não se aplica somente à sua experiência, mas de outros artistas também. Para exemplificar, citou os Rolling Stones, formado em 1962, e Bruce Springsteen, que entrou no meio musical também nos anos 1960. 

“Estou falando de mim e de pessoas como os Rolling Stones. E tem muitos outros grupos mais antigos que são muito bons nisso, porque é algo que eles fazem há muito tempo. Isso acontece até com um pessoal mais novo que nós, como o Bruce Springsteen. Bruce se dá bem porque ele adora aquilo, ele ama tocar para o público.”

Em relação às performances longas, o músico não enfrenta problemas, mesmo com a idade. Pelo contrário, gosta de tocar uma quantidade maior de músicas devido ao tamanho de seu repertório e sente-se mais elétrico e empolgado, como declarou:

“Me perguntam se eu não me desgasto com os shows. Não mesmo, eles são muito revigorantes, especialmente quando são diante de um grande público. E tenho um pressentimento de que nós vamos ver grandes plateias no Brasil. Shows longos estão longe de ser algo que eu odeio fazer. Se odiasse, aí, sim, acho que eles seriam cansativos. Mas se tem uma coisa que eu amo é fazer shows. Como há tantas músicas que queremos tocar, o espetáculo acaba sendo bem longo. E, depois de tocar, eu fico meio energizado, e aí tenho que baixar a bola e relaxar um pouco até conseguir dormir. Mas eu adoro tudo isso, não é nada difícil para mim.”

Bruce Springsteen e shows longos 

Durante o Tribeca Film Festival em junho último, Paul McCartney realizou um bate-papo com o apresentador televisivo Conan O’Brian. Na ocasião, o baixista e vocalista recordou como sua antiga banda realizava shows de meia-hora. Atualmente, ele mesmo ultrapassa duas horas e meia em boa parte de suas apresentações – e sem tomar água. 

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Conforme transcrição do site Far Out Magazine, o eterno rapaz de Liverpool apontou:

“A culpa é de Bruce Springsteen. E já disse isso na cara dele. ‘É sua culpa’. Nos Beatles, tocávamos por trinta minutos e éramos pagos para isso. E já era considerado um épico, pois havia várias atrações no lineup. Um comediante não ficava em cena por mais de 4 minutos. Ninguém estranhava ou achava pouco.”

Paul McCartney no Brasil

Paul McCartney retornará ao Brasil para shows no fim de 2023. As apresentações fazem parte da turnê “Got Back”, que já está rodando pelo exterior. 

Confira o itinerário a seguir.

  • 30/11 – Brasília (Arena BRB Mané Garrincha)
  • 03/12 – Belo Horizonte (Arena MRV)
  • 07, 09 e 10/12 – São Paulo (Allianz Parque)
  • 13/12 – Curitiba (Estádio Couto Pereira)
  • 16/12 – Rio de Janeiro (Maracanã)
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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

1 COMENTÁRIO

  1. Nunca fui fã de Paul McCartney em carreira solo, no entanto o nordeste vem sendo desprezado por muitos ídolos da música estrangeira não programando sequer apenas um show na cidade de melhor custo benefício. No nordeste temos várias arenas como Fonte Nova, Pernambuco e Castelão. Outras bandas de rock já estiveram conosco como o velho e incansável Deep Purple, mesmo que extremamente modificado ao longo dos últimos 40 anos. Ainda no começo da carreira o A-HA fez turnê no Brasil todo, incluindo Fortaleza, Recife e Salvador até onde me lembro e super lotou os ginásios de esportes, pois naquela época pouco se fazia shows em estádios de futebol.
    Fica aqui minha crítica ao sem dúvida algum o competente ídolo do mundo inteiro.

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