Além de Dio, o outro vocalista do Rainbow que Bruce Dickinson adora

Frontman do Iron Maiden quase cantou na banda de Ritchie Blackmore, o que teria mudado sensivelmente a história do rock

Ronnie James Dio é considerado o vocalista definitivo do Rainbow. Curiosamente, a impressão não era a mesma quando a banda estava na ativa. O auge comercial aconteceu com o terceiro cantor, o polêmico Joe Lynn Turner. A sonoridade foi consideravelmente aliviada e rendeu o sucesso almejado por Ritchie Blackmore.

Entre os dois, ainda houve Graham Bonnet. O frontman vinha de um background totalmente inverso ao hard rock, porém – ou até por isso mesmo –, foi a aposta em busca de um aumento de popularidade. Sua passagem rendeu apenas um disco, “Down to Earth” (1979).

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Bruce Dickinson o aprovou. Ao Qobuz, o membro do Iron Maiden declarou, conforme transcrição do Blabbermouth:

“Amei a performance de Graham Bonnet em ‘Down to Earth’. ‘Eyes of the World’ é uma das minhas músicas preferidas da história do Rainbow, definitivamente. Ainda há ‘Lost in Hollywood’. Claro, tem ‘Since You’ve Been Gone’, ok… Mas ‘Eyes of the World’ é fantástica.”

“Down to Earth” chegou ao sexto lugar na parada inglesa, ganhando disco de ouro. Porém, não fez a banda crescer tanto nos Estados Unidos, que era o objetivo de Blackmore ao promover as mudanças de formação.

A turnê se encerrou com o Rainbow sendo o headliner da primeira edição do Monsters Of Rock, em Donington. Foi a última apresentação daquela formação, com Graham Bonnet e o baterista Cozy Powell saindo logo a seguir.

Ronnie James Dio e “Rising”

Ainda assim, sua preferência continua sendo pelo saudoso dono original do microfone.

“‘Rising’ foi o álbum com o qual conheci Ronnie James Dio. Tinha 16 anos e não conseguia acreditar no que era aquela voz. Nem sabia que a banda existia, escutei em um rádio na garagem. Quando acabou, o locutor disse ‘esse é o Rainbow com a música Stargazer’. O disco tinha apenas 35 minutos, mas era um clássico por inteiro. Muito melhor que chatices de uma hora e meia. Infelizmente, é um trabalho não muito respeitado fora do mundo do metal. Mudou o jogo.”

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“Rising” ganhou premiação de ouro em território britânico. Foi escolhido, em enquete junto aos leitores da conceituada revista inglesa Kerrang!, o melhor disco de heavy metal de todos os tempos.

Bruce Dickinson no Rainbow? Quase

Antes da consagração mundial com o Iron Maiden, Bruce Dickinson quase cantou no Rainbow. A história foi contada pelo próprio em 2018, durante entrevista à Australian Broadcasting Corporation (ABC), via Whiplash:

“Ritchie Blackmore supostamente estava me considerando candidato para ser cantor do Rainbow. Recebi um telefonema no meio da noite, quando eu estava em uma banda chamada Samson. Era o roadie de guitarra de Ritchie. Ele perguntou: ‘Você está interessado em trabalhar cantando no Rainbow?’. Eu respondi: ‘Claro que estou!’. E foi isso, foi a última vez que ouvi falar disso.”

Tempos depois, Dickinson ficou sabendo o peculiar motivo que o tirou do páreo.

“Eu perguntei mais tarde: ‘Isso foi real?’. Eles disseram: ‘Estava em discussão, mas havia algo a ver com suas calças. Blackmore se opôs ao tipo de calças que você usava.’”

Apesar de parecer bobo, uma análise da cronologia de calças do cantor – e a postura que Ritchie costuma cobrar de seus contratados – fará com que os fãs entendam, mesmo que não concordem.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

2 COMENTÁRIOS

  1. ”O disco tinha apenas 35 minutos, mas era um clássico por inteiro. Muito melhor que chatices de uma hora e meia.”
    ________________
    Curiosa essa resposta do Bruce sobre o disco do Rainbow com Dio, principalmente porque atualmente, o Maiden grava discos longos e duplos, embora bons.
    O disco The book of souls tem 92 minutos, exatamente uma hora e meia. kkkk e o último, Senjutsu tem 81m53s.

  2. Humberto, entendo a opinião do véio Bruce. Naquela época ele era guri, tinha toda aquela “urgência” natural da juventude. Além do mais, a música estava meio saturada de “operas rock”, tanto que foi daí que o punk rock explodiu.
    Daí tu pega um disco de hard rock/metal curto, direto e clássico do início ao fim, não tem como não amar.
    Hoje em dia o Iron Maiden faz o que o Big Boss sempre quis, que é um rock/metal progressivo.
    Steve Harris cresceu escutando rock progressivo, o Bruce era mais do mal hehe.

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