Zakk Wylde reconhece que trabalho com Ozzy dava certo por um milagre

Guitarrista exaltou o bom humor do patrão e relembrou seus primeiros anos na banda solo do Madman

Ozzy Osbourne teve muitos guitarristas ao seu lado, seja no Black Sabbath e na carreira solo. E uma das parcerias mais longas se deu com Zakk Wylde. Ao relembrar o vínculo, o líder do Black Label Society, integrante da celebração ao Pantera – e também da banda tributo Zakk Sabbath – admitiu que as coisas darem certo por um verdadeiro milagre.

O assunto foi abordado durante entrevista a Johnny Christ, baixista do Avenged Sevenfold (via Ultimate Guitar). O guitarrista se divertiu muito logo em seus primeiros anos com Osbourne, ao substituir Jake E. Lee em 1987, quando tinha apenas 20 anos.

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Ele ainda cita o clássico filme This is Spinal Tap — claramente inspirado em aventuras vividas por bandas como o Sabbath, histórias que ele próprio cresceu ouvindo. O músico diz:

“Eu sempre digo, foi um milagre que qualquer trabalho tenha sido feito entre toda a bebida e as brincadeiras, e Ozzy zoando o tempo todo. Tudo o que você tem que fazer é ficar (com Ozzy) por 5 a 10 minutos para estar no chão, chorando de rir. Até com o Spinal Tap, ele dizia: ‘Zakk, eu lembro de quando vi aquele filme pela primeira vez. Eu pensei que era um documentário do Black Sabbath’. (risos) Basicamente, tudo o que aconteceu naquele filme foi algo que aconteceu com o Black Sabbath.”

Os primeiros anos de Zakk Wylde com Ozzy Osbourne

Em seguida, Zakk Wylde foi perguntado sobre como entrou na banda solo de Ozzy e respondeu de forma típica: zoando. Ele disse:

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“Acho que foi por causa do jeito que eu lavava os pratos, as roupas… e o jeito que eu perguntava se Ozzy queria o lençol dobrado por cima do cobertor ou não quando eu arrumava a cama… foi isso que me fez ser escolhido porque, vamos ser realistas – não é por tocar.”

Segundo o guitarrista, todos os membros da época – Phil Soussan (baixo), Randy Castillo (bateria) e John Sinclair (teclados) – o receberam muito bem em seu início, como um irmão mais novo. Ele também elogiou o tratamento que recebeu de Bob Daisley e Geezer Butler, outros dois baixistas que tocaram no grupo nos primeiros anos de Wylde.

Contato com Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne segue em tratamento de seus vários problemas de saúde, principalmente a doença de Parkinson, e não está fazendo shows. Nos dois últimos álbuns – “Ordinary Man” (2020) e “Patient Number 9” (2022) – ele contou com diversos músicos convidados, incluindo Zakk Wylde.

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Sendo assim, o músico é ainda oficialmente um membro da banda de Ozzy, tendo voltado em 2017, após um período em que a vaga foi ocupada por Gus G. De qualquer forma, mesmo sem shows ou tanto trabalho assim em estúdio, a dupla mantém o contato, de acordo com o guitarrista.

“Eu ainda mando mensagens de texto para Oz o tempo todo. Eu recentemente mandei para ele um GIF de quando ele foi apresentado na MTV com o cabelo grande e volumoso. Ozz disse: ‘Oh meu Deus. Zakk, algo de terrível aconteceu entre minha jornada com o Sabbath e isso. Vou te pagar para não mostrar isso a ninguém’. Seu senso de humor ainda é hilário. Eu disse ‘Oz, continue fazendo sua terapia’.”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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