Ofertas para Twisted Sister voltar estão próximas do irrecusável, diz Dee Snider

Banda não realiza um show completo desde 2016, mas situação pode mudar a qualquer momento

O último show completo do Twisted Sister até o momento aconteceu no dia 12 de novembro de 2016, em Monterrey, México. Contando com Mike Portnoy em substituição a AJ Pero, falecido no ano anterior, o grupo encerrou sua história naquele momento. Ao menos era o que parecia.

Após a apresentação em questão, os remanescentes chegaram a se reunir para uma curta performance quando foram indicados ao Heavy Metal Hall of Fame, em janeiro de 2023 – menos o guitarrista Eddie Ojeda, que foi diagnosticado com covid na véspera.

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Agora, a ideia de retomar atividades está mais forte do que nunca. Quem garante é o vocalista Dee Snider.

Durante entrevista ao podcast “The Hook Rocks!”, o frontman garantiu que propostas para uma volta estão chegando e seriam vantajosas demais para não se levar em consideração. Ele disse, conforme transcrição do Blabbermouth:

“Como resultado de todas as bandas se aposentarem e morrerem, as ofertas ficam cada vez maiores para que os resistentes voltem. Passamos os últimos oito anos sem intenção de voltar. Mas como diz o meu pai, tudo antes da palavra ‘mas’ é besteira. Em algum momento, você tem que dizer: ‘bem, como posso continuar dizendo não a isso?’.”

Conversas sobre a reunião e o dinheiro oferecido

Sendo assim, o cantor admite que os valores oferecidos recentemente mexeram com as convicções. E ele garante não haver nada de errado nisso.

“Já chegou onde queríamos? Não. Está chegando perto? Sim. Existe uma conversa entre nós, tipo: ‘bem, no caso de os números chegarem lá, e eles com certeza parecem estar indo nessa direção, como vamos recusar?’. Portanto, o assunto existe. E é assim que resolveremos isso fisicamente e em vários outros níveis. A conversa passou de ‘nunca’ para ‘no caso de uma oferta irrecusável, qual seria o plano?’. E há uma discussão geral, envolvendo personal trainers [risos], dietas, extensões de cabelo. É a primeira vez em oito anos que essa conversa acontece.”

Dee também garante que as relações pessoais não seriam um impasse na situação hipotética de um reencontro. Ele disse:

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“A propósito, somos todos amigos. Os sobreviventes, todos nós conversamos e somos todos amigos e nos amamos. E essa foi uma das grandes coisas que surgiram ao nos reunirmos pela primeira vez, no início do século. Conseguimos consertar as amizades. Foi o principal motivo pelo qual eu quis voltar à época. Então, de qualquer forma, veremos o que acontece.”

Twisted Sister contra Donald Trump

No final do ano passado, Dee Snider já havia trazido à tona a possibilidade de reunião do Twisted Sister. O motivo seria de causar chiliques em quem acha que rock e política não se misturam: a banda quer deixar claras suas posições anti-Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos em 2024.

Disse o vocalista  ao The Metal Voice (via Blabbermouth):

“Bem, não ficarei surpreso se nos reunirmos neste ano eleitoral para defender algumas causas importantes. Estamos todos na mesma página – praticamente todos nós estamos na mesma página – e posso nos ver ajudando a lutar a boa luta. Porque esta é uma eleição geral, com assuntos como o direito de escolha das mulheres. Temos que enfrentar o outro lado. Eu disse ‘o outro lado’, porque não sou daquele lado, o do Sr. Trump.”

A causa em questão tem a ver com a recente recriminalização do aborto em território americano, combatida por vários artistas.

“Não podemos voltar no tempo. Vamos avançar. O fato de minha neta não ter o direito de escolher me surpreende. Portanto, essas são questões muito importantes. Será menos sobre os políticos e mais sobre os partidos e o que eles representam. Questões como controle de armas. A propósito, eu sou estranho… Estou armado, cara. Mas sou a favor do controle inteligente de armas. Sou o moderado. Dirijo um Tesla e um Hummer H2. Sou ambientalista e ando de motocicleta.”

A seguir, o cantor resolveu explicar o que faz dele um moderado, não alguém em cima do muro.

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“Estou no vasto meio. Neste momento a extrema esquerda e a extrema direita se igualam. Eles estão comandando o navio, são as vozes mais altas na sala, estão fazendo o maior barulho, enquanto o centro está sentado em silêncio demais. Se você está disposto a discutir algo e considerar um compromisso, você é um moderado. Porque os extremistas não cederão um centímetro. Não falarão sobre isso. Não se comprometerão sob nenhuma circunstância. Portanto, há muitos de nós no meio que podem ser mais inclinados à direita ou para a esquerda. Tudo bem. Mas você precisa falar se estiver disposto a ter uma discussão sobre um assunto e estiver disposto a considerar comprometer alguma coisa, porque essas são as vozes que precisam dirigir o navio, não os extremos implacáveis e inflexíveis de ambos os lados.”

Provavelmente, em caso de confirmação da volta, o Twisted Sister teria que buscar um novo baterista, visto que Mike Portnoy está bastante ocupado com o Dream Theater – além dos vários projetos paralelos que mantém. Aguardemos.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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