Há 48 anos, nascia Chester Bennington; veja outros fatos da música em 20 de março

Data marca também o nascimento de Sister Rosetta Tharpe, o casamento de John Lennon e Yoko Ono e o aniversário de Carl Palmer

Há 48 anos, em 20 de março de 1976, nascia Chester Bennington. O vocalista cometeu suicídio em 20 de julho de 2017, aos 41 anos. Além de cantar em todos os álbuns do Linkin Park, gravou um EP com o Stone Temple Pilots e outros projetos.

Confira outros acontecimentos no mundo da música, especialmente no rock, no dia 20 de março de outros anos:

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-> Há 109 anos, em 20 de março de 1915, nascia Sister Rosetta Tharpe. A cantora e guitarrista, grande pioneira do rock and roll e influência de Elvis e Chuck Berry, morreu em 9 de outubro de 1973, aos 58 anos, devido a um derrame.

-> Há 33 anos, morria Conor Clapton, filho de Eric Clapton. Em 20 de março de 1991, o menino de 4 anos caiu do 53º andar do prédio onde ficava o apartamento do músico, em Nova York, após uma funcionária que limpava o local deixar a janela aberta. A tragédia inspirou a música “Tears in Heaven”.

-> Hoje, Carl Palmer faz 74 anos. O baterista, que nasceu em 20 de março de 1950, foi um dos fundadores do Emerson, Lake & Palmer, além de último sobrevivente da formação. Também cocriou o Asia e tocou com Arthur Brown, Atomic Rooster, entre outros.

-> Há 23 anos, em 20 de março de 2001, o Sepultura lançava “Nation”, seu 8º disco de estúdio. Com participações de Jello Biafra, João Gordo e Apocalyptica, não obteve boas vendas – em parte, segundo a banda, devido à falta de apoio da gravadora.

-> Há 55 anos, em 20 de março de 1969, John Lennon e Yoko Ono se casavam em uma cerimônia realizada em Gibraltar. A parceria na vida também rendeu frutos no campo artístico, com o casal gravando álbuns juntos e formando a Plastic Ono Band.

-> Há 4 anos, em 20 de março de 2020, o Lucifer lançava “Lucifer III”, seu 3º disco de estúdio. O álbum mistura as sonoridades dos 2 primeiros trabalhos, variando entre a psicodelia e sons mais pesados. “Ghosts” foi o principal single.

-> Há 9 anos, A.J. Pero nos deixava. O baterista da formação clássica do Twisted Sister, que também fez parte do Adrenaline Mob, morreu em 20 de março de 2015, aos 55 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

-> Hoje, Jimmie Vaughan faz 73 anos. O guitarrista, irmão mais velho de Stevie Ray Vaughan, nasceu em 20 de março de 1951 e se tornou um nome respeitado dentro do blues. Além da carreira solo, gravou com o irmão e também com o The Fabulous Thunderbirds.

-> Há 23 anos, em 20 de março de 2001, o Lacuna Coil lançava “Unleashed Memories”, seu 2º disco de estúdio. O álbum marcou a estreia do guitarrista Marco Biazzi, sendo o primeiro trabalho com a formação considerada clássica.

-> Há 23 anos, em 20 de março de 2001, o Dimmu Borgir lançava “Puritanical Euphoric Misanthropia”, seu 5º disco de estúdio. Marcou as estreias do baterista Nicholas Barker, do guitarrista Galder e do baixista ICS Vortex. Foi também o primeiro deles com uma orquestra.

-> Há 9 anos, em 20 de março de 2015, o Toto lançava “Toto XIV”, seu 13º disco de estúdio. Marcou o retorno do vocalista Joseph Williams, do tecladista Steve Porcaro e do baixista David Hungate. É o único com o baterista Keith Carlock, que substituiu Simon Phillips.

-> Há 15 anos, em 20 de março de 2009, o Delain lançava “April Rain”, seu 2º disco de estúdio. Teve participação de Marco Hietala, então no Nightwish, nos vocais de “Control The Storm” e “Nothing Left”. Além desta última, “Stay Forever” e a faixa-título foram singles.

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-> Há 29 anos, em 20 de março de 1995, o Pink Cream 69 lançava “Change”, seu 4º disco de estúdio. Foi o primeiro com o vocalista David Readman, que substituiu Andi Deris após sua entrada para o Helloween. Conta com um cover de “20th Century Boy”, original do T. Rex.

-> Há 43 anos, em 20 de março de 1981, o Praying Mantis lançava “Time Tells No Lies”, seu disco de estreia. Foi o único com o baterista Dave Potts e com o guitarrista Steve Carroll. “Cheated” e “All Day and All of the Night” (cover do The Kinks) saíram como singles.

Os últimos dias e a morte de Chester Bennington

O Linkin Park sempre foi um grupo marcado pela dualidade dos vocais. Enquanto Mike Shinoda cumpria a função de rapper com precisão e sabedoria, Chester Bennington era conhecido por sua voz crua, capaz de ir do sussurro mais vulnerável ao grito mais primal. 

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Bennington cantava como se estivesse implorando por ajuda, ou até tentando desesperadamente se conectar com o ouvinte. E a conexão criada ajudou o Linkin Park a se tornar não somente uma das maiores bandas de nu metal do início dos anos 2000, mas continuar o sucesso depois do estilo sair de moda – a ponto de somente um disco do grupo não ter atingido o topo das paradas americanas.

Quando Chester morreu por suicídio, em 20 de julho de 2017, aos 41 anos de idade, o baque sentido por fãs do mundo todo foi enorme. Todos ficaram procurando por uma razão para justificar, mas como veremos, é mais complicado que isso.

A perda de Chris Cornell

Três meses antes de sua morte, Chester Bennington ajudou a enterrar Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e Audioslave, que havia cometido suicídio. Os dois eram grandes amigos desde o início dos anos 2000, quando suas bandas na época dividiram uma turnê. O elo era tão forte que Bennington foi convidado para ser padrinho do filho de Cornell.

O Linkin Park estava marcado para se apresentar no programa de TV americano “Jimmy Kimmel Live!”, promovendo o disco “One More Light”. O plano original era tocar o primeiro single do álbum, “Heavy”, mas com o falecimento de Cornell, o cantor pediu para a banda tocar a faixa-título, cuja letra fala da morte de um amigo.

Numa entrevista para o Radio.com, o rapper Mike Shinoda fala sobre o quão difícil foi a experiência para Bennington:

“Quando a gente tava ensaiando, passando o som, Chester não conseguia sequer terminar a canção. Chegava na metade e ficava emocionado demais. Até quando a gente tocou ao vivo – ou melhor, gravado para passar ao vivo -, ele parou. Ele não cantou os últimos versos, porque não conseguia terminar a canção.”

Uma semana depois, Bennington se apresentou no velório do amigo, cantando “Hallelujah”, de Leonard Cohen. Ele também homenageou Cornell em um tweet, dizendo:

“Sua voz era alegria e dor, fúria e perdão, amor e desilusão tudo misturado. Acho que isso é o que todos somos. Você me ajudou a entender isso.”

Os últimos meses

Mesmo em luto, Chester Bennington estava aos olhos de todos num bom lugar. O período após a morte de Chris Cornell o havia inspirado. Além de ter criado novas músicas, estava aconselhando amigos e conhecidos a se manterem unidos em um período tão difícil. 

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O diretor de turnês do Linkin Park, Jim Digby, elogiou a forma do cantor na tour europeia que ocorreu logo após a morte de Cornell para a Rolling Stone:

“Nós vimos o Chester mais vivo e presente na minha história de 15 anos e meio com a banda. Ele estava talvez na melhor condição física da vida dele.”

Bennington também parecia cheio de planos nesse período. Estava preparando reunião de sua banda grunge pré-Linkin Park, o Grey Daze. Também propôs ao baterista Matt Sorum para que voltassem a tocar com o projeto cover Kings of Chaos.

Seis dias antes de sua morte, ele ainda gravou um episódio de “Carpool Karaoke”, que sua família permitiu a transmissão. Tudo parecia bem até o fatídico momento.

Então todos começaram a olhar para trás e ver que não era exatamente o caso.

Os demônios de Chester Bennington

Chester Bennington teve uma infância extremamente difícil, sobre a qual sempre foi muito aberto em entrevistas. Vítima de abuso sexual por parte de alguém mais velho, ele recorreu a álcool e drogas ainda adolescente. Seus problemas com o vício foram recorrentes até 2006, quando finalmente ficou sóbrio.

Infelizmente, o cantor teve uma recaída em agosto de 2016. Em novembro daquele ano, ele tentou suicídio pela primeira vez ao tentar se afogar na própria piscina, mas mudou de ideia. A informação foi mantida em sigilo a pedido da mulher de Bennington, Talinda, e só veio à tona em dezembro de 2017.

Um mês antes de sua morte, Chester confidenciou ao amigo Ryan Shuck, músico do Julien-K e parceiro do cantor no Dead by Sunrise, sua luta contra o alcoolismo. O teor das conversas foi descrito para a Rolling Stone:

“Ele estava descrevendo uma batalha de hora em hora com vício. Quando olho pra isso agora, é horrível. Ele estava me dizendo, nos mínimos detalhes, o que ele faria na primeira hora que ele ficaria com vontade de beber: ‘eu basicamente vivo uma hora de cada vez todo dia’.”

Por mais que coisas horríveis tivessem acontecido com ele ao longo de sua vida e ele tivesse problemas com substâncias, Chester Bennington ainda assim não se deixava definir por isso.

Todos aqueles que o conheceram em vida lembram de alguém cujo coração e generosidade eram sem tamanho. Isso ficou claro na quantidade de tributos feitos em sua memória. Até aqueles com quem ele só teve contato via sua arte, seus fãs, se manifestaram em sua homenagem.

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Bennington cantava como se estivesse implorando por ajuda, ou até tentando desesperadamente se conectar com o ouvinte. No final, ficou clara a força da conexão criada.

** No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação civil sem fins lucrativos, oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, gratuitamente, 24 horas por dia. Qualquer pessoa que queira e precise conversar, pode entrar em contato com o CVV, de forma sigilosa, pelo telefone 188, além de e-mail, chat e Skype, disponíveis no site www.cvv.org.br.

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Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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