10 músicas dos Beatles que Paul McCartney já revelou não gostar

Afinal de contas, nem mesmo os maiores artistas da história consideram suas obras inatacáveis

Nem mesmo os próprios artistas costumam considerar suas criações intocáveis. Com o passar do tempo, é possível olhar para trás e identificar alguns equívocos ou simplesmente algo que não lhe agrada mais como no passado. Paul McCartney é um exemplo.

Mesmo tendo participado do grupo mais importante da história da cultura pop, ele não vê sua obra como uma “campanha invicta”. Com direito a admitir alguns vacilos dos Beatles publicamente.

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Confira abaixo 10 exemplos, a maior parte conforme compilação do livro “Many Years From Now” – nos outros casos apontaremos durante a leitura – republicada pelo site Far Out Magazine.

As músicas dos Beatles que Paul McCartney já revelou não gostar

1. “Little Child”

“‘Little Child’ era um trabalho. Certas músicas foram inspiradoras e você apenas seguia o que elas indicavam. Algumas outras eram: ‘Certo, vamos lá, duas horas, música para Ringo cantar no álbum’ (nota da redação: embora tenha sido feita com esse intuito, ‘Little Child’ não foi cantada pelo baterista em sua versão final)”.

2. “Hold Me Tight”

“Quando começamos, estávamos sempre tentando compor singles, pois era o que importava. É por isso que você tem muitas dessas músicas de dois minutos e 30 segundos; todas saíam com o mesmo comprimento. ‘Hold Me Tight’ foi uma tentativa fracassada de criar um single que se tornou um preenchimento aceitável para o álbum.”

3. “I’m Happy Just To Dance With You”

“Era uma espécie de canção de fórmula. Sabíamos que em Mi, se você fosse para Lá bemol menor, sempre poderia fazer uma música com esses acordes; essa mudança sempre empolgava. Foi coescrita diretamente por George. Na verdade, ninguém queria cantá-la porque era um pouco… Aquelas que agradavam aos fãs, na verdade, eram as nossas músicas menos favoritas, mas eram boas para a época. O bom disso foi realmente fazer a canção com uma pequena premissa como essa. Uma pequena ideia simples. Foi um treino de composição.”

4. “Tell Me What You See”

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“Lembro dela como sendo minha. Eu diria que foi um 60-40 com John, mas poderia ter sido totalmente eu. Não é muito memorável. Não é uma das melhores músicas, mas elas fizeram um bom trabalho e foram muito úteis para álbuns ou lados B. Você precisa desse tipo de material.”

https://open.spotify.com/intl-pt/track/2jnr9KaaMAmvk0zMcM9UzV

5. “What You’re Doing”

“Essa era um filler. Acho que a criação foi um pouco mais minha do que de John. Às vezes você começa uma música e espera que o melhor chegue quando for a hora do refrão, mas acaba sendo tudo que consegue. Suspeito que esse foi um caso. Às vezes, uma boa gravação melhoraria uma música. Talvez tenha faltado isso.”

6. “She Said, She Said”

“John a trouxe praticamente pronta. Não tenho certeza, mas parece que foi um dos únicos registros dos Beatles em que não toquei. Tivemos uma discussão ou algo assim, e eu disse: ‘Oh, vá se f*der!’ e eles responderam: ‘Bem, nós faremos isso’. Acho que George tocou o baixo.”

7. “Yer Blues”

Neste caso, não temos um depoimento de McCartney, mas de Ian MacDonald. Em seu livro “Revolution in the Head”, o crítico musical afirmou que McCartney ficou “mal-humorado” durante a gravação, infeliz com o resultado. Posteriormente, Macca se referiu à publicação como “uma espécie de livro higiênico” que é em grande parte “incorreto”.

8. “Revolution 9”

O engenheiro de som Geoff Emerick apontou no livro “Here, There and Everywhere: My Life Recording the Music of the Beatles” que Paul “simplesmente não a via como uma música dos Beatles. Não entendia que essa era uma direção a ser seguida. Recebeu crédito como compositor, mas sua participação foi quase zero”.

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9. “Across the Universe”

Mais um caso diferente. A antipatia de McCartney pela balada tem menos a ver com a música e mais com as circunstâncias que a cercam.

Originalmente gravada em 1968, antes de a banda partir para a Índia, “Across the Universe” teve várias tentativas em várias sessões antes de finalmente aparecer em um álbum de caridade do World Wildlife Fund, “No One’s Gonna Change Our World”. No final das contas, encontrou um lar permanente em “Let It Be”, apresentando um arranjo exagerado de Phil Spector.

McCartney não era fã de overdubs, embora tivesse problemas principalmente com suas próprias músicas, como “The Long and Winding Road”.

10. “I Want You (She’s So Heavy)”

Novamente, Geoff Emerick é quem revela ter visto “um Paul abatido, sentado e caído, de cabeça baixa, olhando para o chão. Ele não disse uma palavra, mas sua linguagem corporal deixou claro que estava muito infeliz” com o resultado final.

The Beatles, The Dirty Mac e “Yer Blues”

Curiosamente, a sétima faixa citada possui uma história muito particular. Apesar de nunca ter sido tocada ao vivo pelos Beatles, ela apareceu no espetáculo “The Rolling Stones Rock And Roll Circus” (1968).

Ela foi executada pelo The Dirty Mac, supergrupo criado especialmente para a ocasião. O quarteto trazia John Lennon nos vocais e guitarra rítmica, Eric Clapton na guitarra solo, Keith Richards no baixo e Mitch Mitchell (The Jimi Hendrix Experience) na bateria.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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