Por que Dave Grohl não tem ambição de melhorar como guitarrista

Líder do Foo Fighters se satisfaz com as pequenas descobertas de cada novo dia, sem pensar em se aprimorar

Dave Grohl é um polivalente do rock. Sua versatilidade se estende sobre todos os instrumentos tradicionais das bandas do estilo, além de cantar. Após alcançar o estrelato como baterista do Nirvana, o músico empunhou a guitarra e transformou o Foo Fighters em uma das principais bandas das últimas décadas.

Ainda assim, não dá para dizer que o instrumentista é um ás em sua função. Como compositor, ele se baseia muito mais no conjunto da obra do que em suas habilidades individuais. E isso nunca mudará, como o próprio garantiu à Acoustic Guitar Magazine em 2006 – resgate do Far Out Magazine.

“Para ser totalmente honesto, não tenho a ambição de me aprimorar enquanto guitarrista. Aproveito um dia de cada vez. Eu me desafio com pequenas coisas, novos ritmos e novos padrões e novos acordes. Nunca tendo estudado teoria, quando descubro algo, a satisfação é ampliada porque penso: ‘Não sei o que é isso, mas, caramba, é legal!’ O processo natural de descoberta já é uma recompensa suficiente por si só.”

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Dave sequer se considera talentoso, embora reconheça se tratar de uma questão relativa.

“Todos os dias, sinto-me honrado pela música e há uma compreensão maior que perseguirei durante toda a minha carreira. Não quero necessariamente ser o melhor, só quero entender mais o que faço. É como estar apaixonado por alguém – você continua a se apaixonar, continuamente, pela pessoa certa.”

Dave Grohl e o progresso na guitarra

Em 1999, durante uma performance promovendo o álbum “There is Nothing Left to Lose”, Dave Grohl foi mais específico sobre suas pretensões.

“Como guitarrista, acho que progredi nos últimos 20 anos – espero que sim. Porém, mais do que me tornar Yngwie Malmsteen, trata-se de encontrar novos lugares em mim para explorar a música. É uma busca sem fim. Eu estava escrevendo algo no piano outro dia e pensei: ‘Se um pianista talentoso se sentasse na minha frente, me pergunto o que ele acharia de como toco. É muito básico, mas acho lindo.’ E então percebi que isso é tudo que você precisa. Não tenho que ser Liberace, só preciso ser capaz de me expressar. Eu sinto o mesmo em relação à guitarra.”

Quase 30 anos após o início do Foo Fighters, Dave pode não ter se tornado um ás em sua função. Porém, segue sendo uma das figuras mais carismáticas do rock, além de bastante eficiente nas composições, que lhe garantiram um alto patamar de popularidade.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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