Por que Geezer Butler decidiu se aposentar da música

Atualmente com 73 anos, ex-baixista do Black Sabbath destacou que experiência com o supergrupo Deadland Ritual o desanimou de vez

Geezer Butler tornou-se um baixista referencial por seu trabalho com o Black Sabbath. Por incrível que pareça, o músico já afirmou à Metal Hammer em 2019 que no início não tinha grandes expectativas com relação à banda e não imaginava que ele e seus companheiros mudariam a história da música para sempre. Agora, porém, está na hora de descansar: Butler confirmou que está se aposentando.

Em entrevista à Rolling Stone, Geezer explicou os motivos que o levaram a escolher a aposentadoria. Segundo o baixista de 73 anos, a decisão veio quando estava em turnê com o supergrupo Deadland Ritual, formado por ele, Franky Perez (Scars on Broadway) nos vocais, Steve Stevens (Billy Idol) na guitarra e Matt Sorum (Guns N’ Roses, Velvet Revolver, The Cult) na bateria.

“Não quero fazer mais nada [na música]. Eu não percebi quão difícil é começar algo do zero, especialmente quando você está acostumado com seu próprio avião e a ficar em hotéis como o Four Seasons e o Ritz Carlton. E então, você está de volta a casas pequenas e a viajar em um ônibus. Isso não servia mais para mim.”

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Apesar disso, Geezer esclareceu que está disponível para fazer shows únicos, mas que entrar em uma nova turnê está fora da jogada. Além disso, foi reforçado que o Black Sabbath não vai retornar.

“Não acho que Ozzy (Osbourne, vocalista) toparia de qualquer forma.”

Deadland Ritual e o último prego no caixão

No ano passado, Steve Stevens já havia falado sobre o assunto em entrevista ao Trunk Nation (via Blabbermouth). O guitarrista apontou o desconforto dos colegas em fazer turnês, tendo que ficar em “hotéis ruins” e comer “comidas baratas”.

“Somos todos experientes, estávamos acostumados a um certo estilo de vida do qual precisamos abrir mão. Estávamos tocando em festivais e pequenos clubes. Inicialmente, todos estavam dispostos, mas a realidade de hotéis e comida baratos nos atingiu em cheio. Aos poucos, cada um foi perdendo interesse em passar por aquilo.”

Além disso, ainda houve a pandemia, que terminou de colocar os últimos pregos no caixão do Deadland Ritual, conforme revelado por Geezer Butler ao mesmo Trunk Nation.

“Tínhamos 12 ou 13 músicas prontas, entraríamos em estúdio e, de repente, tudo fechou. Matt foi o primeiro a avisar que estava fora. Steve não podia sair de casa por ter problemas crônicos nos pulmões. Seria um grande risco se ele pegasse o vírus. Assim as coisas foram indo até que parou tudo. Não sei se voltamos um dia.”

Dessa forma, após alguns shows e dois singles lançados – “Down in Flames” e “Broken and Bruised” –, o supergrupo fundado em 2018 acabou.

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Lançamento de autobiografia

Na última terça-feira (6), Geezer Butler lançou no exterior sua autobiografia, “Into the Void: From Birth to Black Sabbath”. Ao longo de quase 300 páginas, o músico inglês narra sua trajetória de vida, desde sua infância, em uma Birmingham despedaçada após a Segunda Guerra Mundial, até a sua aposentadoria, depois de ter rodado o mundo com sua banda, o Black Sabbath.

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Letícia Höfke
Letícia Höfkehttps://igormiranda.com.br/
Letícia Höfke é jornalista, formada pela PUC-Rio, e escritora com três livros publicados até o momento. Já trabalhou no SBT Games, no Caderno B do Jornal do Brasil e no Clube do Videogame. Letícia ama música e é muito fã de rock e metal desde a adolescência.

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