Ace Frehley diz que Paul Stanley o telefonou para xingá-lo

"Vá se f#der, não vou pedir desculpas", relatou o ex-guitarrista do Kiss após ter pedido retratação do antigo colega

Na última semana, Ace Frehley estabeleceu um prazo de sete dias para uma retratação pública de Paul Stanley. O vocalista e guitarrista do Kiss havia dito que se a formação original da banda tivesse se reunido em 2014 no Rock and Roll Hall of Fame (com os ex-integrantes Frehley, guitarrista, e o baterista Peter Criss), o grupo soaria mais como “Piss” – palavra usada como trocadilho, cujo significado expressa uma coisa ruim, sem qualidade.

Chateado, Ace havia declarado no programa de rádio de Eddie Trunk que se não recebesse um pedido de desculpas dentro do período estabelecido, ele iria divulgar vários podres de Paul e do baixista/vocalista Gene Simmons, remanescentes originais do Kiss. Agora, de acordo com o guitarrista, não só a retratação não veio como também ele foi insultado pelo antigo colega.

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De volta ao programa de Trunk, Frehley disse ter recebido uma rápida ligação de Stanley. Segundo ele, o Starchild teria dito: “vá se f#der, não vou me desculpar”, desligando em seguida.

Conforme transcrito por IgorMiranda.com.br, o Spaceman declarou:

“Ele me ligou, não muito após o programa de rádio ter acabado. Fiquei até surpreso pela ligação, pois vi o nome dele aparecer no meu celular. Falei com ele por aquele número várias vezes. Daí achei que ele estava me ligando para se desculpar ou ao menos explicar por que ele falou aquilo. […] Mas no lugar disso, recebi uma ligação de 5 segundos onde ele disse: ‘vá se f#der, Ace, não vou me desculpar’. E desligou. Não foi homem o bastante nem mesmo para me deixar explicar por que fiquei chateado ou qualquer coisa.”

O músico ainda garantiu que pode provar, pois poderia resgatar a gravação por meio de sua operadora de celular, e que certamente era Paul na linha, visto que reconheceria sua voz.

Ainda durante a entrevista, Frehley disse ter recebido contato do empresário do Kiss, Doc McGhee, para dizer que Stanley não foi o autor da ligação mencionada. Ao que tudo indica, o guitarrista parece não acreditar nesta versão.

E a tal promessa de colocar a boca no trombone? Ace declarou ter sido orientado por amigos, inclusive membros do grupo de Alcoólicos Anônimos que frequenta, a não expor nada.

Um canal no YouTube está reproduzindo a entrevista ao vivo no momento da publicação desta matéria.

Veja também:

https://www.instagram.com/p/CqlFoK5u0fs/

Kiss / Piss: a declaração de Paul Stanley

Como mencionado, Paul Stanley e Gene Simmons optaram por não tocar na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame, em 2014, com Ace Frehley e Peter Criss, rompendo a tradição de os homenageados se apresentarem durante o evento. Durante a recente aparição no The Howard Stern Show, o Starchild explicou o motivo.

“A essa altura, isso seria humilhante para a banda e também confundiria algumas pessoas. Se você visse pessoas no palco que se parecessem com o Kiss, mas soassem assim, talvez devêssemos ser chamados de Piss (nota: xixi em inglês literal, mas expressão que evoca associação a algo ruim).”

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A seguir, o vocalista e guitarrista rítmico exaltou o lineup com Tommy Thayer na guitarra solo e Eric Singer na bateria.

“Temos muito orgulho dessa formação, que já é o Kiss há 20 anos. Não são recém-chegados. É o grupo que carregou a bandeira e a levou, realmente, a outro patamar. Esta é a banda com a qual eu sempre sonhei.”

Ace Frehley coloca prazo para retratação

Diante de toda essa situação, Ace Frehley deu na última semana um prazo de sete dias para que Paul Stanley peça desculpas formalmente pela brincadeira do “Piss”. E avisou que, caso o antigo parceiro não tome tal ação, ele colocará a boca no trombone.

“Paul, se você não está me ouvindo, tenho certeza de que alguém do Kiss está. E estou dizendo que quero meu pedido formal de desculpas pelo que você disse e uma retratação dentro de sete dias. E se isso não acontecer dentro de sete dias, eu vou voltar ao programa de Eddie Trunk e vou dizer alguma coisa podre que ninguém sabe sobre você e Gene e que eu sempre guardei para mim mesmo, porque eu não sou o tipo de cara que fala sobre isso. Eu gosto de falar sobre as coisas positivas.”

Mais críticas

Ainda durante o programa (via BraveWords), Ace Frehley criticou explicitamente a atitude do antigo colega.

“Estou chateado, mas o que mais me irrita é o que Paul disse. Porque naquela época eu já estava oito anos sóbrio. E, com essa declaração, ela está tentando convencer os fãs de que eu não era confiável na época. É uma falsidade completa, uma mentira. Eu acho que ele está chateado que eu deixei o grupo e ainda sou bem-sucedido. E eles nem sempre esgotam os shows. Muitas vezes eles dão ingressos.”

O músico ainda disse estar incomodado com a postura de Stanley no palco e com o suposto uso de playback durante os shows do Kiss. Em suas palavras, conforme transcrito pelo Blabbermouth, isso afeta diretamente o seu bolso – mesmo que não faça mais parte da banda.

“Isso é a frustração e a insegurança de Paul por precisar fazer playback. Sou apenas meses mais velho e ainda consigo tocar, o que ele não consegue. É muito lamentável, estou muito triste com o fato de que ele está usando fitas pré-gravadas. Está barateando a marca, o que afeta meus ganhos, porque eu ainda sou pago pelo merchandising e pelo o que o Kiss faz.”

Frehley também voltou a criticar o atual guitarrista Tommy Thayer, sob a justificativa de que ele tenta imitá-lo em vários sentidos. Ele revelou ter sido convidado para tocar com o Kiss há algum tempo, proposta que recusou.

“Ninguém sabe disso, mas quando eu estava morando em San Diego com a minha então namorada, recebi um telefonema de Paul, do empresário Doc McGhee e de Gene. Fizemos uma chamada e eles me pediram para tocar com eles no palco. Eles queriam que eu tocasse. E eu disse: ‘Eu não vou subir no palco com Tommy se ele estiver usando minha maquiagem. Vocês esperam que eu use maquiagem. Haverá dois Spaceman. Farei isso se formos apenas nós quatro’. […] Tommy está copiando todos os solos que eu compus, tentando copiar meus movimentos, tentando ser legal no palco, mas sem sucesso.”

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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