Exclusivo: Jeff Scott Soto comenta suas 10 músicas mais bem-sucedidas

Lista foi feita com base no número de reproduções no Spotify; canções de diversas fases da carreira do cantor fazem parte do material comentado

Na ativa desde a primeira metade dos anos 1980, Jeff Scott Soto tem uma longa discografia como cantor. Lançou vários álbuns solo e trabalhou com diversos artistas e bandas de rock e metal, incluindo Yngwie Malmsteen, Journey, Trans-Siberian Orchestra, Axel Rudi Pell e W.E.T., entre outros.

Prestes a desembarcar no Brasil para um giro de mais de dez datas pelo país nas quais apresentará tanto seu mundialmente famoso tributo ao Queen quanto o chamado “JSS Legacy Set” que abrange toda a sua carreira, Soto concedeu entrevista a este repórter.

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Enquanto a íntegra do bate-papo não sai tanto no site quanto no canal Igor Miranda no YouTube, eis aqui o cara tecendo comentários a respeito das dez músicas entre as que gravou que ostentam os maiores números nas plataformas digitais.

Jeff Scott Soto comenta suas músicas mais ouvidas

Yngwie J. Malmsteen’s Rising Force – “I’ll See the Light Tonight”

Do álbum “Marching Out” (1985)

“Dois sentimentos vêm à mente. Euforia, porque amo essa música, mas também decepção, porque deixei a banda antes de gravarmos o clipe, e ter que assistir a outro cara [Mark Boals] dublando a minha voz foi uma desgraça. Eu gostaria de ter pelo menos participado do clipe, para que as pessoas soubessem que era eu cantando no álbum, e isso teria ajudado a estabelecer o meu nome um pouco mais cedo.”

Talisman – “I’ll Be Waiting”

Do álbum “Talisman” (1990)

“Alegria. Porque é uma música simples, tem um refrão simples, uma letra simples, e faz muita gente feliz ao redor do mundo. Toda vez que toco essa música em qualquer país, em qualquer palco, a maioria do público a conhece. A maioria das pessoas canta junto, e você é tomado por aquele sentimento feliz, aquela alegria. Então, essa música me enche de alegria quando eu a ouço e canto, pois sei que está trazendo alegria para as pessoas que a estão ouvindo e cantando comigo.”

Talisman – “Mysterious (This Time It’s Serious)”

Do álbum “Genesis” (1993)

“Essa é uma das minhas favoritas. É uma das músicas de que sinto mais orgulho porque amo a batida, a vibe e a pegada dela. É presença garantida no meu set ao vivo, também. Para mim, ‘Mysterious’ é uma música mais legal e que melhor representa quem eu sou do que ‘I’ll Be Waiting’. Por mais que ‘I’ll Be Waiting’ represente mais para todos, ‘Mysterious’ é uma música mais importante para mim.”

Axel Rudi Pell – “Fool Fool”

Do álbum “Black Moon Pyramid” (1996)

“Essa é outra que acho ótima. Quando Axel me deu o título e começamos a escrever a letra juntos, pensei: ‘Fool Fool? Que título mais estranho!’ E foi muito depois, diria até que recentemente, que me dei conta de que ele se inspirou no ‘fool fool’ que Ronnie James Dio canta em ‘Heaven and Hell’ [do Black Sabbath]! Desde então, passei a ter uma perspectiva diferente sempre que a ouço ou a canto.”

Steel Dragon – “Stand Up and Shout”

Da trilha sonora do filme “Rock Star” (2001)

“Essa meio que virou um clássico do meu repertório. ‘Rock Star’ foi um filme que senti que seria um pouco mais bem-sucedido do que acabou sendo. Pensei que se tornaria um sucesso de bilheteria, mas, ao invés disso, tornou-se mais um clássico cult. Pessoas em todo o mundo conhecem a música graças ao filme, mas muitas outras sequer sabem da existência dele porque sua estreia foi no fim de semana anterior ao Onze de Setembro. Os cinemas fecharam as portas e ninguém estava a fim de festejar e cantar. Infelizmente, tanto o filme quanto a trilha sonora meio que foram vítimas das circunstâncias, mas até hoje há eventos esportivos — jogos da NBA, da NFL ou da NHL — que tocam ‘Stand Up’, e eu sempre fico animado quando ouço. Sempre quis ter minha voz num hino do rock como esse, que põe estádios inteiros para cantar junto.”

Jeff Scott Soto – “Eyes of Love”

Do álbum “Prism” (2002)

“Escrevi a música inteira sozinho; e é extremamente raro eu escrever uma música inteira sozinho. Faz muito tempo que não faço isso. Eu costumava fazer com certa frequência, mas achava que obtinha melhores resultados quando trabalhava com músicos de verdade, que tocavam melhor do que eu. Quando você tem um ótimo guitarrista, obtém riffs melhores. Eu sou meio que um guitarrista medíocre, um tecladista medíocre, então quando escrevo uma música inteira sozinho, é sempre muito simples e elementar. ‘Eyes of Love’ é a minha própria ‘I’ll Be Waiting’, mas o fato de tê-la escrito inteira sozinho me arrepia sempre que a ouço. Eu fico: ‘Uau! Fui eu que fiz!’”

Jeff Scott Soto – “Believe in Me”

Do álbum “Lost in the Translation” (2004)

“Essa foi uma das primeiras músicas que fiz com Neal Schon, né? Nem era para o Soul Sirkus, mas, sim, para o Journey. Mas por qualquer motivo não funcionou e eles não usaram a música. Tampouco ela servia para o Soul Sirkus, mas com certeza se encaixava em meus álbuns solo, porque meus álbuns solo são mais hard rock melódico, e é exatamente onde essa música foi parar. Fiquei sem palavras quando Neal disse para eu ir em frente e usá-la em meu álbum, e ele tocou na gravação em estúdio. Eu amo a música e amo a guitarra dela.”

JSS – “21st Century”

Do álbum “Beautiful Mess” (2008)

“Ah, cara… agora você está falando a minha língua! Qualquer um que conhece minha carreira sabe que meu alicerce é o R&B. Amo a música afro-americana, a dance music, o soul e o funk; tudo isso. Cresci ouvindo isso, está no meu DNA. Está tão enraizado no meu ser que mesmo quando comecei a gostar de rock ficava tentando injetar um pouco desses elementos. No ‘Beautiful Mess’ a minha intenção era voltar atrás nisso, e misturar Seal, Lenny Kravitz, Terence Trent D’Arby, Motown; casar esses dois mundos. Por isso, quando fizemos ‘21 st Century’ foi como se eu finalmente estivesse de volta ao lar.”

W.E.T. – “One Love”

Do álbum “W.E.T.” (2009)

“Quando nos reunimos para fazer o primeiro álbum do W.E.T., eu realmente não tinha expectativas; pensei que seria apenas mais um frila. Eu não conhecia os caras; tinha visto o Erik [Mårtensson] uma vez na Suécia, nunca tinha esbarrado com o Robert [Säll] nem com nenhum dos outros caras envolvidos. Então, para mim, foi apenas: ‘Fala, galera! Prazer em conhecê-los. Ok, vou cantar essas músicas e boa sorte; vamos torcer para que as pessoas gostem’. E então aconteceu com o W.E.T. o mesmo que aconteceu com o Talisman: gravamos um álbum despretensiosamente e ele acabou se tornando algo muito importante na vida de muita gente.”

Sons of Apollo – “Coming Home”

Do álbum “Psychotic Symphony” (2017)

“Quer saber? De todas as músicas do primeiro álbum, essa é a de que menos gosto. Acho muito comercial e direta. O que eu amo no Sons of Apollo é ser o tipo de banda em que, quando estou cantando, a música pode ser direta e o lado mais hard ou metal sobressai, e quando não estou cantando, fico me perguntando: ‘o que diabos está acontecendo aqui?’ [Risos.] É essa imprevisibilidade que eu amo no Sons of Apollo, e ‘Coming Home’ segue uma linha reta. É uma ótima música, mas não acho que essa simplicidade seja o nosso forte.”

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Marcelo Vieira
Marcelo Vieirahttp://www.marcelovieiramusic.com.br
Marcelo Vieira é jornalista graduado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), com especialização em Produção Editorial pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Há mais de dez anos atua no mercado editorial como editor de livros e tradutor freelancer. Escreve sobre música desde 2006, com passagens por veículos como Collector's Room, Metal Na Lata e Rock Brigade Magazine, para os quais realizou entrevistas com artistas nacionais e internacionais, cobriu shows e festivais, e resenhou centenas de álbuns, tanto clássicos como lançamentos, do rock e do metal.

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