A sincera opinião de Lou Gramm sobre Kelly Hansen no Foreigner

Cantores se apresentaram juntos durante celebração de 40 anos da banda, mas experiência não é lembrada com tanto carinho pelo veterano

O vocalista Lou Gramm sempre será reconhecido como a voz do Foreigner. Ele esteve à frente de todos os sucessos da banda, que vendeu mais de 50 milhões de discos em todo o planeta desde a segunda metade dos anos 1970. Porém, em anos recentes a banda tem contado com Kelly Hansen no papel de frontman.

Os dois excursionaram juntos entre 2017 e 2018, quando o guitarrista, tecladista e líder do grupo, Mick Jones, reuniu a formação atual e a original para celebrar 40 anos da fundação. Questionado pelo RockHistoryMusic.com (com transcrição do Blabbermouth) sobre suas impressões em relação ao atual titular do microfone, Lou não se fez de rogado.

“Kelly é bom cantor. Mas eu acho que Mick realmente disse a ele para me estudar quando entrou na banda, porque ele interpreta com as mesmas insinuações, licks vocais e improvisações que eu faço. Está me imitando. Sua voz não soa como a minha, mas ele está cantando as músicas do jeito que eu cantaria.”

A situação é tão desconfortável para Gramm que ele sequer consegue vê-la pelo lado positivo.

“Algumas pessoas dizem: ‘bem, tome isso como um elogio, Lou’. Não concordo. Você é o cantor de uma grande banda, use sua voz e seu estilo. Não pendure seu casaco no meu gancho. Eu não acho que ele deveria cantar literalmente como eu. Talvez algumas partes, mas deixe suas próprias influências aparecerem, mostre aos fãs que é o novo titular.”

Inquietude de Kelly Hansen

Em relação à turnê de comemoração, Lou lembra a inquietude de seu colega de microfone.

“Kelly não conseguia ficar parado. Depois que uma música terminava, eu não tinha a chance sequer de dizer uma palavra para agradecer ao público ou falar que estava feliz em estar ali. Ao final da última canção, não havia um segundo de intervalo antes que ele estivesse latindo para o público… Era tipo: ‘Jesus, você não pode ficar quieto por um minuto?’”

Dito isso, o vocalista original entende que os shows em questão foram suficientes para determinar o encerramento de sua história com o Foreigner. Especialmente no momento atual, em que alguns colegas já não estão mais por aqui.

“Ian (McDonald, guitarrista, saxofonista e tecladista) e Ed Gagliardi (baixista) faleceram e Mick está com a saúde muito precária. Nos shows atuais ele toca apenas uma música, acena e sai do palco. A formação atual não conta com nenhum integrante clássico. Não quero fazer parte de algo assim.”

Sobre Lou Gramm

Nascido em Rochester, estado de Nova York, Louis Andrew Grammatico é filho de uma cantora e um bandleader, que o incentivaram a seguir carreira musical.

Começou a carreira com o Black Sheep, que lançou dois álbuns em 1975 e ganhou reconhecimento local, chegando a abrir shows do Kiss. Durante uma viagem na véspera de natal, o caminhão com o equipamento do grupo se acidentou. A perda total fez a banda encerrar atividades.

Um ano depois, foi convidado por Mick Jones a se juntar ao grupo que estava formando. Assim nasceu o Foreigner, um dos gigantes do AOR americano. Lou participou da banda entre 1976 e 1990, regressando em 1992 e saindo novamente em 2003.

Em 1991, lançou o único disco do Shadow King, que contava com Vivian Campbell (Dio, Def Leppard) na guitarra. Também seguiu carreira com a Lou Gramm Band, voltada ao Rock com temática lírica cristã. Aos 72 anos, não vem excursionando com frequência por conta da saúde debilitada.

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