Mick Jagger acha que “Exile on Main St.”, dos Rolling Stones, é superestimado

“Não acho que seja um álbum tão forte se comparado a ‘Let it Bleed’ e ‘Beggars Banquet’, por exemplo”, opina o vocalista sobre clássico trabalho lançado em 1972

Muitos fãs e veículos da imprensa especializada consideram “Exile on Main St.” o trabalho referencial da carreira dos Rolling Stones. Gravado em Paris, o disco reúne influências de blues, country, gospel e funk ao rock clássico da banda. O caldeirão sonoro gerou momentos icônicos em um tracklist de 18 faixas.

Porém, há uma pessoa que não entende a aura atribuída ao álbum: ninguém menos que Mick Jagger. O vocalista concedeu entrevista à Rolling Stone em 1995 e surpreendeu os leitores com suas impressões sobre a obra.

“Considero ‘Exile On Main St.’ um pouco superestimado, para ser honesto. Não acho que seja tão forte se comparado a ‘Let it Bleed’ e ‘Beggars Banquet’, por exemplo. Não estou dizendo que não é bom. Só não contém tantas músicas excelentes quanto os dois que citei.”

- Advertisement -

Keith Richards contraria – para variar – o seu amigo e desafeto simultâneo ao declarar amor pelo disco.

“Eu poderia ouvir ele a noite toda, tem um ritmo bom e fluído. Tem ‘Tumbling Dice’, ‘All Down the Line’, ‘Ventilator Blues’… Ainda há outras menos conhecidas e ótimas, como ‘I Just Want To See His Face’. Se deixar, acabo citando todas.”

Leia também:  A música do Pearl Jam que todos pensam ser sobre Kurt Cobain, mas não é

Como estava a banda na época

Em outro momento de sua entrevista à Rolling Stone, Mick Jagger detalhou como era a atmosfera da banda ao longo das gravações de “Exile on Main St.”

“A palavra que a descrevia é ‘chapado’. (Risos) Foi o primeiro álbum com (o guitarrista) Mick Taylor, na verdade. Então é diferente dos álbuns anteriores, que tinham Brian neles – ou Brian fora deles, dependendo do caso.

Foi um período difícil, porque tínhamos todos esses processos com o (empresário) Allen Klein. Tivemos que deixar a Inglaterra por causa de problemas fiscais. Não tínhamos dinheiro e fomos morar no sul da França – o primeiro álbum que fizemos onde não estávamos na Inglaterra, daí o título (‘exílio na rua principal’, em tradução livre).”

O cantor relembrou ainda como o disco precisou ser gravado em locais distintos.

“Ele foi feito em partes diferentes. Tem essa parte que foi gravada no Olympic (Studios), talvez uma terceira. Outra parte foi gravada na minha casa no interior da Inglaterra. E metade dele foi gravado no porão de Keith no sul da França. Tudo foi mixado em Los Angeles.”

Leia também:  Marty Friedman odeia ver “ex-Megadeth” escrito ao lado de seu nome em notícias

Rolling Stones e “Exile on Main St.”

Lançado em 12 de maio de 1972, “Exile on Main St.” é o décimo trabalho de inéditas da discografia britânica. Foi o primeiro disco duplo em toda a carreira dos Rolling Stones.

Chegou ao número 1 em diversas paradas, arrematando discos de platina nos Estados Unidos e Inglaterra. Teve mais de 8 milhões de cópias comercializadas apenas em sua versão original.

* Texto por João Renato Alves e Igor Miranda.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | Facebook | YouTube.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesMick Jagger acha que “Exile on Main St.”, dos Rolling Stones, é...
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades