A situação dos processos relacionados ao Metal Open Air, uma década depois

Festival no Maranhão deveria ter 47 shows de artistas nacionais e internacionais, mas apenas 14 se apresentaram, em estrutura longe do prometido

Após mais de 10 anos do fracasso do festival Metal Open Air, o público ainda não foi ressarcido dos prejuízos sofridos. Reportagem do G1 Maranhão apurou que apesar de os organizadores terem sido condenados em 2018, as indenizações por danos morais seguem em suspenso. O valor destinado a cada pessoa que compareceu ao evento foi fixado em R$ 3.541,83.

Ressalta o texto que:

“A decisão foi resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público junto com o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC). O processo tem como réus as produtoras do evento Lamparina Produções Artísticas, Luiz Felipe Negri de Mello, Natanael Francisco Ferreira Júnior e Negri Produções Artísticas.

A sentença foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha. Ele também determinou aos organizadores o pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, acrescido de correção monetária e juros legais.”

A outra parte

Ambas as partes envolvidas na realização do festival se pronunciaram ao G1. Leia o que diz cada parte.

Defesa de Felipe Negri, representante da Negri Produções Artísticas:

“A Negri Produções foi uma das empresas que foram contratadas para prestação de serviço no evento, no caso, foi responsável por realizar a contratação de alguns artistas solicitados por Natanael, o que de fato ocorreu; todos os artistas contratados via Negri Produções compareceram no evento, porém como a estrutura fornecida pela organização local não era adequada e não cumpria os requisitos mínimos solicitados pelos artistas, alguns deles se recusaram a subir no palco, estrutura essa que era responsabilidade de quem promovia o evento. Toda a estrutura do evento era precária conforme observado, tanto para o público como para os artistas. A obrigação da estrutura do evento, como, palco, limpeza, segurança, alimentação, e demais para realização evento eram de total responsabilidade de seus realizadores Sr. Natanael e Marcelo Caio [Lamparina Produções], sendo a Negri Produções responsável apenas por contratar as bandas internacionais para tocar no evento, o que foi devidamente cumprida. No que tange ao processo de indenização, cabe esclarecer que a empresa Negri Produções, em síntese, como empresa contratada, consignou que sua responsabilidade era somente com o fornecimento dos artistas solicitados e que essa obrigação foi devidamente cumprida e entende que todos os consumidores que foram lesados podem e devem ser devidamente ressarcidos já que o evento possuía um seguro para dar cobertura a qualquer sinistro que por ventura viesse a ocorrer, o que foi informado e questionado diversas vezes durante o processo.”

Natanael Júnior, representante da Lamparina Produções:

“Em 2020, fui inocentado no processo criminal movido pelo MP. Ficou provado que tudo que foi noticiado não correspondia ao que aconteceu de fato, além disso ficou comprovado nos autos do processo que paguei todas as atrações e todos os custos do festival. Quando soube que o processo movido pelo Dr. Douglas foi julgado à revelia, nossa defesa o procurou para termos a oportunidade de defesa. Em seguida teve uma audiência entre as partes. Estamos aguardando as partes seguintes do processo e na ocasião apresentamos o seguro do evento para ressarcimento dos dias que não aconteceram os shows. O evento já fez 10 anos no dia 22 de abril. Maiores detalhes vão estar em um documentário que está em produção para ser exibido nacionalmente.”

Sobre o Metal Open Air

Programado para ocorrer nos dias 20, 21 e 22 de abril de 2012, o Metal Open Air deveria ter 47 shows de artistas nacionais e internacionais. Apenas 14 se apresentaram, em uma estrutura longe do que havia sido prometido. A última data acabou sendo cancelada integralmente.

O público também sofreu com condições precárias, incluindo alojamentos em estábulos, falta de higiene, problemas com o transporte, escassas opções de alimentação e registros de assaltos nas imediações e dentro do local onde o evento aconteceria.

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