Como o Envy of None salvou a vida de Alex Lifeson, segundo o próprio

Guitarrista está recomeçando sua carreira após ter integrado o Rush por mais de 40 anos

O guitarrista Alex Lifeson está passando por um processo de recomeço tardio na carreira artística. Após mais de 40 anos com o Rush – período em que realizou poucos experimentos fora da banda –, uma nova realidade se apresenta com o Envy of None.

Acompanham o músico na empreitada o baixista/vocalista Andy Curran (Coney Hatch), o também guitarrista Alfio Annibalini e a vocalista Maiah Wynne. Dois bateristas colaboraram com as sessões do primeiro álbum, homônimo, que sai dia 8 de abril: Tim Oxford e David Quinton Steinberg.

Em entrevista ao Music Radar, Alex detalhou como todo o processo de reencontro da carreira aconteceu.

“A última turnê do Rush terminou em 2015. Neil ficou doente cerca de um ano depois e travou aquela batalha de três anos e meio até partir. Tanto Geddy quanto eu sentimos que ainda tínhamos muito gás no tanque e poderíamos ter continuado. Mas Neil estava exausto e, com a maneira como ele tocou, não foi surpreendente. E ele não se contentaria com 1% a menos em seu desempenho. Então tudo fazia sentido, e depois de 41 anos, quem poderia argumentar que não merecíamos descansar?”

O grande problema foi encontrar algo que substituísse a emoção que a música trazia.

“Certamente o golfe não supria essa falta. Ainda tinha o desejo, motivação e entusiasmo para prosseguir. No fim das contas, o Envy of None foi um salva-vidas, uma espécie de renascimento para mim. Voltei a tocar com muito mais regularidade, estava ansioso pelas composições, realmente queria fazer o meu melhor e ser inovador. Todas essas coisas reacenderam minha motivação de viver. Estou em paz com o passado e ansioso pelo futuro.”

Envy of None e Alex Lifeson

Com 11 faixas, o trabalho de estreia do Envy of None tem sonoridade pontuada por influências alternativas, atmosféricas e experimentais, misturando música pop, industrial e synthrock.

A banda cita referências como Depeche Mode, Nine Inch Nails e A Perfect Circle. Ou seja: o ouvinte irá escutar algo bem diferente daquilo que consagrou as carreiras dos principais envolvidos.

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1 comentário
  1. Pena que as músicas dessa banda nova são chatíssimas, quase peguei no sono com essa mulher cantando cochichando e esse instrumental viajado.

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