Por que há poucas bandas negras no rock? Will Calhoun, do Living Colour, opina

Em interação com o trio brasileiro Black Pantera, baterista aponta que gênero foi criado pelos negros, mas ainda é dominado por brancos: “muitos deles esquecem ou fingem não conhecer a verdadeira origem e a raiz do estilo”

O Living Colour e o Black Pantera são atrações confirmadas para a próxima edição do Rock in Rio. As duas bandas se apresentam no Palco Sunset durante o primeiro dia do evento, 2 de setembro.

Enquanto os americanos terão o guitarrista Steve Vai como convidado especial, os mineiros dividirão seu show com os pernambucanos do Devotos.

- Advertisement -

Em interação promovida pelo jornal O Globo (via Yahoo), os músicos do Black Pantera puderam fazer perguntas ao baterista Will Calhoun. O assunto primordial foi a pouca quantidade de bandas de rock formada por integrantes negros a figurar no mainstream.

Will Calhoun declarou:

“A razão, bem sabemos. Apesar de ser um estilo criado por negros, o rock’n’roll foi (e ainda é) dominado por brancos, e muitos deles esquecem ou fingem não conhecer a verdadeira origem e a raiz do estilo.”

Preconceito atrapalhou o Living Colour

O preconceito dificultou até mesmo para que o grupo obtivesse seu primeiro contrato. Apesar da qualidade musical reconhecida, eles não eram reconhecidos como um produto vendável, por conta do que representava.

“Muitas gravadoras vieram nos ver tocar em Nova York, em 1987, mas naquela época elas não acreditavam que o Living Colour fosse viável. Ensaiávamos todos os dias, compúnhamos sem medo de experimentar e tocávamos em todos os lugares. Incluindo o CBGB, templo do punk, onde testávamos nosso repertório.

Até que um dia Mick Jagger foi nos ver lá, ficou impressionado e conversou com nosso empresário sobre a produção de duas músicas: ‘Which Way to America’ e ‘Glamour Boys’, que acabaram em ‘Vivid’, nosso álbum de estreia.”

Leia também:  Sob temporal, Metallica reinicia turnê “M72” na Alemanha; veja vídeos e setlist

Ascensão”, terceiro álbum do Black Pantera, sai em março. “Shade”, trabalho de estúdio mais recente do Living Colour, foi lançado em 2017. A banda já está preparando ideias visando o próximo disco.

O dia do metal no Rock in Rio 2022

Bullet For My Valentine e Metal Allegiance são as outras duas atrações do Palco Sunset no dia inaugural do Rock in Rio 2022. Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth e Sepultura com a Orquestra Sinfônica Brasileira se apresentam no Palco Mundo.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | Facebook | YouTube.

Leia também:  The Exploited fará turnê de despedida na América do Sul em 2025
ESCOLHAS DO EDITOR
InícioNotíciasPor que há poucas bandas negras no rock? Will Calhoun, do Living...
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

4 COMENTÁRIOS

  1. Essa é fácil. Os negros tem mais swing e mais feeling que os brancos. Então eles possuem mais afinidade com o blues e o soul. Entendo que o rock limita um pouco o talento natural dos negros. Moleza essa…

  2. é bem difícil mesmo encontrar grupos com pelo menos um integrante negro, a nível de Brasil além dos Devotos citados na matéria só consigo lembrar do Rappa.

  3. Os negros estão dominando vários segmentos musicais com ênfase aos que sobressaem os ritmos. Já os brancos tem mais afinidade com harmonias… é uma questão de opção, imagino, porque em outras vertentes existem até muito mais negros que brancos. Obs. Quando menciono “negros e brancos” por gentileza interpretar pelo viez histórico/ cultural.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades