Tears for Fears quase foi obrigado a cortar 5 segundos de “Shout”

Setor de A&R da gravadora achava que redução de 5 segundos faria a diferença na construção de um hit; situação motivou provocação na letra de outra música, “Everybody Wants to Rule the World”

Segundo single do álbum “Songs from the Big Chair” (1985), segundo do Tears for Fears, “Shout” é uma das músicas mais conhecidas da história do duo. A composição chegou ao topo de várias paradas internacionais e foi a mais vendida no continente europeu no ano de lançamento.

Porém, durante o processo de gravação, os artistas precisaram lutar para que a faixa fosse mantida em seu formato original.

Em entrevista à Vulture, Curt Smith destacou que as versões definitivas das canções que gravou com Roland Orzabal sempre foram as longas.

“Normalmente, as faixas editadas não possuem o mesmo impacto. ‘Shout’, por exemplo, foi a primeira acima de seis minutos lançada como single. Tivemos uma discussão com o A&R da gravadora durante as sessões em estúdio. Ele queria de qualquer modo que tirássemos cinco segundos da música. Dizia ser a diferença entre ela se tornar um hit ou não. Lógico que era uma besteira; se as rádios quisessem, elas mesmo poderiam dar um fade.”

Provocação sobre “Shout” em outro hit

Apesar de ter ganhado a queda de braço no sentido de manter a duração original, também é importante lembrar que “Shout” ganhou versão editada, com menos de quatro minutos. Mesmo assim, em outro de seus grandes clássicos, a dupla celebrou a vitória.

“Em ‘Everybody Wants to Rule the World’ cantamos ‘So glad we almost made it / So sad they had to fade it’ (‘Tão feliz por quase termos conseguido / Tão triste que eles precisaram dar um fade’). Era uma analogia à situação. Somos grandes fãs do Pink Floyd, compreendemos um disco como uma jornada. É assim que nascem as melhores músicas.”

Tears for Fears e “The Tipping Point”

Após quase duas décadas, o Tears for Fears lançará um novo álbum de inéditas dia 25 de fevereiro. “The Tipping Point” é o sétimo trabalho de estúdio. O processo de composição e gravação foi uma forma do vocalista, guitarrista e tecladista Roland Orzabal lidar com a morte da esposa, ocorrida em 2017.

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