Foto: reprodução / YouTube

The Beatles: Get Back será um dos raros conteúdos do Disney+ com palavrão

Peter Jackson, diretor da série documental, garante que conteúdo será divulgado da forma como foi gravado

Quando a série documental “The Beatles: Get Back” chegar às telas de TV no final desta semana via Disney+, o Fab Four mais uma vez terá subvertido o sistema. Nenhum palavrão será omitido no projeto de três partes, algo incomum para a empresa, que busca divulgar apenas conteúdo family friendly.

Peter Jackson, diretor da obra, explicou à RadioTimes como conseguiu a aprovação.

“Tivemos que conversar com a Disney sobre o assunto. Os Beatles xingavam livremente durante as conversas, mas não de forma agressiva ou sexual”.

A decisão contraria até a edição do mesmo material usado para o filme “Let it Be”. À época, Michael Lindsay-Hogg excluiu partes que contivessem insultos ou linguajar chulo.

Mesmo conservando momentos tensos, Jackson garante que as reações de quem assistiu o corte final foram as melhores.

“Eu não quis esconder ou higienizar nada. Houve uma reação muito positiva de todos, mesmo que alguns deles tenham ditos que certas partes foram estressantes de assistir”.

Sobre The Beatles: Get Back

The Beatles: Get Back” vai ao ar entre 25 e 27 de novembro no Disney+. A série documental resgata o material produzido pelo diretor britânico Michael Edward Lindsay-Hogg entre os dias 2 e 31 de janeiro de 1969.

Na época, os Beatles trabalhavam em estúdio na criação de um álbum que seria intitulado “Get Back”, mas acabou se tornando “Let It Be” (1970), o último da carreira da banda.

A ideia era produzir um especial de TV na época, mas o projeto se transformou no documentário “Let It Be”, também lançado em 1970. O período foi marcado por tensões internas na banda, com direito a uma breve saída do guitarrista George Harrison. Por esse e outros motivos, o álbum acabou engavetado e a banda gravou “Abbey Road” (1969) em seguida, sendo lançado antes do próprio “Let It Be”.

Agora, o novo projeto promete restaurar e digitalizar o filme original, além de apresentar material complementar.

Para isso, Peter Jackson, notável por trabalhos como a trilogia “O Senhor dos Anéis”, ficou a cargo de analisar 55 horas de filmagens inéditas sobre as sessões em estúdio. Além disso, ele gerenciou 140 horas em captações de áudio para decidir o que aproveitar.

Em comunicado anterior, Peter Jackson disse que o filme original focou demais na tensão existente entre os integrantes – o que não acontecerá na nova produção. “Existem momentos dramáticos, mas nada como o que as pessoas dizem há tanto tempo”, disse.

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