Foto: reprodução / YouTube

Lenda do jazz, Tony Bennett é diagnosticado com Alzheimer

Tony Bennett, um dos nomes mais conhecidos do jazz e da música pop tradicional americana, foi diagnosticado com Alzheimer. O cantor, hoje com 94 anos, descobriu estar com a doença em 2016.

Tony Bennett, um dos nomes mais conhecidos do jazz e da música pop tradicional americana, foi diagnosticado com Alzheimer. O cantor, hoje com 94 anos, descobriu estar com a doença em 2016.

O anúncio foi feito pelo próprio artista, em uma publicação no Twitter. Ele deu mais detalhes sobre sua luta contra a doença em uma entrevista à revista ‘AARP’.

Em seu tweet, Tony declarou:

“A vida é uma dádiva – mesmo com Alzheimer. Obrigado a Susan (esposa) e à minha família pelo apoio e à ‘AARP’.”

O artigo da ‘AARP’, assinado por John Colapinto, revela que Tony Bennett descobriu estar com a doença justamente em um dos períodos de maior sucesso de sua carreira. O cantor gravou o álbum ‘Cheek to Cheek’ ao lado de Lady Gaga em 2015, saindo em turnê logo em seguida.

A parceria com Gaga voltou a colocar holofotes na trajetória do artista, que está na ativa desde a década de 1940. Tony, inclusive, gravou um segundo álbum com a cantora pop entre 2018 e 2020 que será lançado ainda neste ano.

O texto conta:

“A expressão de Tony tinha uma impassibilidade como a de uma máscara, que só mudou ligeiramente quando Susan colocou a mão no ombro dele, se inclinou, e disse: ‘esse é John, Tone; ele veio para falar com você sobre o novo álbum’. Ela falou um pouco alto no ouvido dele, em um registro enfático, como se tentasse alcançar o marido em uma barreira criada entre ele e o resto do mundo.”

Filmagens que documentam as gravações do novo álbum de Tony Bennett e Lady Gaga indicam que o quadro clínico do cantor já está mais avançado.

“Ele fala raramente e quando fala, suas palavras são hesitantes. Por vezes, ele parece perdido e confuso. Gaga, ciente a condição dele, mantém suas falas curtas e simples, como recomendam os especialistas que tratam pacientes com Alzheimer.”

Apesar disso, Bennett não apresenta os piores sintomas da doença, como aversão a sair de casa e episódios de terror, raiva ou depressão. Como principais características no cantor, o problema de saúde o faz não saber onde está ou o que acontece em seu entorno.

O tratamento tem envolvido sessões de canto promovidas duas vezes por semana, apenas entre Tony e seu pianista de longa data, Lee Musiker, por 90 minutos. A ideia é estimular o cérebro do artista de forma positiva. Os médicos não descartam que ele continue fazendo shows enquanto ele conseguir e quiser.

Tony, aliás, vinha fazendo isso, já que seu último show foi realizado pouco antes da pandemia do novo coronavírus, em 11 de março de 2020.

“Tony poderia parecer totalmente perplexo sobre seu paradeiro, mas no momento em que ele ouvia a voz do locutor anunciando ‘senhoras e senhores Tony Bennett’, ele se transformava para seu ‘modo de performance’, sorria e reconhecia os aplausos do público.”

Sobre o Alzheimer

De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A causa do Alzheimer ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada. A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população.

O primeiro sintoma, e o mais característico, do Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

A doença de Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e inexorável, ou seja, não há o que possa ser feito para barrar o avanço da doença. A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas por Alzheimer oscila entre 8 e 10 anos.

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