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Harry Styles volta a dosar pop e rock no álbum Fine Line, ouça e confira opinião



O cantor Harry Styles, ex-One Dierction, lançou, nesta sexta-feira (13), um novo álbum de estúdio. O trabalho, intitulado “Fine Line”, é o segundo de sua carreira solo.

“Fine Line” foi anunciado com ares ainda maiores que o registro de estreia, autointitulado e divulgado em 2017. Entre as iniciativas de promoção, o registro foi anunciado no clássico programa de TV americano “Saturday Night Live”, ganhou um trailer com narração da cantora espanhola Rosalía e inspirou até mesmo a criação de uma ilha fictícia nas redes sociais.

A tal ilha, chamada Eroda, faz referência ao título de um dos singles do álbum, “Adore You” – sim, “eroda” ao contrário é “adore”. Foram criados perfis na web para incentivar o turismo em Eroda, com a seguinte descrição: “Um local de beleza natural inesquecível e inconfundível. Ela possui falésias deslumbrantes que caem diretamente no mar. Na terra, colinas onduladas com grama formam a maior parte do território”.

– Playlist: boas músicas e 15 álbuns de rock e metal lançados nesta sexta (13/12)

A ilha, claro, não existe, mas há muitas situações concretas relatadas nas letras de “Fine Line”. O álbum é descrito por Styles como mais pessoal, seja nas temáticas líricas ou na abordagem melódica. Ele chegou a dizer que as canções tratam sobre “sexo ou estar triste”, o que não é mentira.

Ouça “Fine Line” a seguir, via Spotify ou YouTube. Abaixo, minha opinião sobre o disco.

Musicalmente, “Fine Line” pode ser encarado, mesmo, como sequência do registro de estreia. Trata-se de um verdadeiro tributo às referências do pop rock britânico. As influências de Elton John e Fleetwood Mac se misturam com um toque indie e a abordagem pop que, ao menos, surge de forma orgânica por aqui, com instrumentos tradicionais e raros elementos computadorizados. Tem espaço até para pitadas de psicodelia e rock sessentista.

Algumas músicas do disco soam um pouco mais ousadas, com as incursões à soul music, e até pessoal do que a estreia solo. Há, porém, um problema: o miolo “baladesco demais”. O excesso de músicas lentas, mesmo que não necessariamente românticas ou clichês, faz com que a audição dependa do “estado de espírito” do ouvinte.

Ainda assim, é um trabalho de acertos e volta a apontar futuro promissor a Harry Styles. Por ser co-autor de todas as músicas do disco e responsável não só pelos vocais, como também pelas guitarras e violões, o cantor acaba se diferenciando de boa parte do que se vê por aí. “Fine Line” ainda não é seu trabalho definitivo – e nem deveria, já que estamos falando de um músico de 25 anos que deixou uma boyband há pouco -, mas é o suficiente para chamar atenção.

Veja, abaixo, a capa e a tracklist de “Fine Line”:

1. Golden
2. Watermelon Sugar
3. Adore You
4. Lights Up
5. Cherry
6. Falling
7. To Be So Lonely
8. She
9. Sunflower, Vol. 6
10. Canyon Moon
11. Treat People with Kindness
12. Fine Line


Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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