Tony Iommi lançou recentemente “From the Dark”, seu primeiro álbum solo em mais de duas décadas. Para os vocais, o músico teve a contribuição de Jørn Lande, ex-integrante do Masterplan.
O lendário guitarrista do Black Sabbath revelou sua opinião a respeito das recentes comparações feitas entre o novo colega e o saudoso Ronnie James Dio, com quem trabalhou por vários anos.
O assunto foi abordado em entrevista à rádio alemã Star FM (via Blabbermouth), quando Iommi explicou a escolha de Jørn Lande para o novo trabalho. O músico afirmou que não considera justas as eventuais comparações feitas entre os dois vocalistas. Além disso, lembrou que o norueguês é um grande fã do cantor falecido em 2010.
Ele afirmou:
“Eu apenas gosto da voz do Jørn. E esse é um problema, de verdade. Porque todos vão sempre comparar algo, e isso é realmente injusto, pois o Jørn é o Jørn e ele é um fã do Dio, de qualquer forma. Mas Jørn canta de sua maneira. Ele tem um tipo de voz, e é o tipo de voz que queria para esse álbum. Gosto da voz dele, é poderosa. E eu meio que queria esse estilo de cantar.”
Vale ressaltar que essa não é a primeira parceria entre Tony Iommi e Jørn Lande. A dupla já havia trabalhado junta em um tributo a Ronnie James Dio, em 2010, durante o High Voltage Festival. O próprio guitarrista admitiu que a experiência prévia pesou ao convidar o colega para cantar em “From the Dark”:
“Já havíamos trabalhado com ele antes. Quando fizemos o tributo ao Dio, depois que o Ronnie faleceu, convidamos o Jørn para cantar algumas músicas conosco, e eu gostei muito da voz dele. Então pensei: ‘bem, gostaria de trabalhar com ele’. Eu realmente gostei da voz dele. Quero dizer, você pode ir atrás de artistas mais famosos, mas isso eu já fiz.”
Por que “From the Dark” deixou de ser um álbum instrumental
Em outro momento da conversa, Tony Iommi abordou a decisão de transformar “From the Dark” em um álbum gravado com vocais ao invés de instrumental, sua ideia inicial.
O músico já havia gravado faixas instrumentais, como parte de uma parceria com uma marca de perfumes de luxo, até simplesmente mudar de ideia. Ainda assim, afirmou que pretende aproveitá-las em algum momento no futuro.
Ele disse:
“Tive quatro ideias meio brutas de instrumentais com as quais comecei e são um par de faixas meio acústicas. Meio que não fui mais longe com elas porque simplesmente as gravei e depois as deixei de lado. Então decidi fazer um álbum com uma banda e um vocalista… em algum momento, vou terminá-las e fazer mais algumas, mas fiquei bastante feliz em fazer um álbum vocal desta vez porque gostei das duas instrumentais que fiz antes para o perfume, já que usei orquestração nelas e me diverti explorando algo um pouco diferente, e foi muito bom. Então, quem sabe?”
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