Apesar dos trabalhos voltados para o pop e R&B, Seal é um amante do rock. O cantor, que virá ao Brasil em dezembro, tem até mesmo uma lista de bandas favoritas do gênero.
Conversando com o jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o artista destacou a admiração pelo Alice in Chains, ao seu ver, o grande destaque do grunge. Mencionando a voz de Layne Staley como um dos motivos para adorar o grupo, ele explicou:
“Fico muito feliz em ver que o Alice in Chains parece estar vivendo um grande ressurgimento neste momento. E fico feliz porque, em todo aquele gênero grunge, quando todo mundo era obcecado por Pearl Jam e Nirvana — que foram e são bandas fenomenais —, para mim, sempre foi Alice in Chains. Sempre foram eles, Layne Staley e Jerry Cantrell. Layne tinha a voz mais impressionante de todos. Você pode colocar Chris Cornell nessa conversa também, com o Soundgarden, mas o que Layne e Jerry faziam com as harmonias de suas vozes… uau. Que cantor do car*lho ele era, antes que a agulha [overdose de heroína] o levasse. Mas, uau, que voz. Do ponto de vista técnico, o que ele fazia com a voz e o que eles faziam com as harmonias era simplesmente incrível.”
Ainda no universo do grunge, Seal também revelou curtir o Stone Temple Pilots. Mas também foi além e trouxe a paixão pelos “clássicos” como Led Zeppelin:
“Havia outras bandas. Eu também adorava o Stone Temple Pilots, achava-os ótimos. Claro que gosto dos clássicos, sempre adorei Led Zeppelin, mas gosto de qualquer coisa que seja boa. Não costumo pensar em termos de ‘pesado’, ‘rock’ ou mesmo gêneros musicais. Simplesmente gosto daquilo que tem o que chamo de soul, não necessariamente no sentido de R&B, mas de qualquer música que venha da alma.”
Inclusive, a banda de Robert Plant, Jimmy Page e companhia era uma de suas mais ouvidas na época em que compôs o hit “Kiss from a Rose”, lançado em 1994 e presente na trilha sonora do filme “Batman Forever” (1995):
“‘Kiss from a Rose’ meio que foi composta, como dizem os latinos, ‘fazendo sem fazer’. Eu meio que não tinha consciência do que estava fazendo enquanto a escrevia. Ela simplesmente saiu. Mas lembro de quando estava compondo, da situação em que me encontrava, e eu realmente não estava prestando muita atenção naquilo. Simplesmente surgiu, muito rapidamente, em uma tarde. E eu não achava que fosse boa. Apenas achava interessante. Mas naquela época eu gostava de Led Zeppelin, rock, coisas mais pesadas. Acho que estava preocupado em tentar ser descolado (risos).”
Seal e a paixão pelo Alice in Chains
Ao participar do quadro “What’s In My Bag?”, promovido pela loja Amoeba Music, em 2023, Seal revelou alguns dos álbuns mais significativos em sua vida e surpreendeu ao mencionar “Dirt” (1992), do Alice in Chains. Na ocasião, o cantor detalhou a admiração pela banda e sua relação com o grunge:
“Essa banda foi realmente significativa para mim, porque quando eu deixei a Inglaterra no início da minha carreira, o grunge tinha acabado de começar. Lembro de vir a Los Angeles, de estar dentro de um táxi e de conversar com o motorista, falávamos sobre música. E ele disse: ‘Bem, que tipo de música você gosta? No que você tem interesse?’. E eu disse: “Eu tenho muita curiosidade nesse tal de grunge, realmente gosto disso’. E ele perguntou as bandas que eu gostava e eu disse que amava o Nirvana, é claro, e gostava do Pearl Jam, e ele respondeu: ‘Ah, essas são legais, você já ouviu falar de uma banda chamada Alice in Chains?’. E então colocou pra tocar a música ‘Man in the Box’.”
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