Roger Daltrey acumula mais de 60 anos de estrada, seja como frontman do The Who ou seguindo carreira solo. Mesmo com essa bagagem, o músico não deixa de admirar artistas e grupos mais novos — caso do Pearl Jam e seu vocalista, Eddie Vedder.
Em entrevista a Igor Miranda e Pedro Hollanda para a Rolling Stone Brasil, Daltrey foi convidado a refletir sobre a experiência de ser escalado para o mesmo festival — Best of Blues and Rock, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de novembro — com Vedder, fã declarado de seu trabalho. O cantor inglês encheu o colega americano de elogios.
Inicialmente, sobre o Pearl Jam, ele afirmou:
“Gosto muito do Pearl Jam. Acho que eles surgiram na hora certa, quando a música estava em uma fase meio desleixada. Era o final dos anos 1980. Bandas como Pearl Jam e Nirvana deram uma sacudida no cenário em uma época em que ele precisava muito dessa sacudida.”
Na sequência, a respeito de Vedder, disse:
“Eddie Vedder se tornou um amigo incrível ao longo dos anos. Ele sempre esteve presente. Já pedi a ele para fazer várias coisas para mim. Ele tocou na minha festa de 50 anos no Carnegie Hall (em 1994). E ele é fantástico como artista solo. Foi aí que me dei conta da riqueza da voz dele. Porque no Pearl Jam, a plenitude da voz dele acaba ficando um pouco abafada. Já como artista solo, ela realmente se destaca.”
O disco do The Who que salvou Eddie Vedder
Eddie Vedder sempre se declarou um grande admirador dos trabalhos do The Who. Tanto que, segundo o próprio cantor, um dos discos mais celebrados do grupo britânico foi responsável por salvar sua vida: “Quadrophenia”, lançado em 1973.
Vedder fez a revelação em conversa com o cineasta Judd Apatow, registrada no livro “Sick in the Head”. Segundo o artista, a ópera-rock soou como se tivesse sido escrita para ele.
O cantor disse:
“‘Quadrophenia’ do The Who salvou minha vida. Foi algo que consegui captar, porque, por algum motivo, parecia que não conseguia me relacionar com ninguém no mundo. Ao menos ninguém na minha escola e certamente ninguém na minha casa, De repente, apareceu um cara de Londres chamado Pete (Townshend, guitarrista) que sabia tudo o que estava acontecendo na minha vida.”
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