A saída de Mick Mars do Mötley Crüe esteve cercada de uma série de polêmicas. Ao deixar as turnês da banda oficialmente em outubro de 2022, o guitarrista atribuiu a decisão às limitações causadas pela espondilite anquilosante, doença crônica com a qual convive. Pouco depois, porém, entrou na Justiça contra os ex-companheiros.
O músico alegou ter sido expulso do grupo e prejudicado financeiramente. Conforme relatado, o guitarrista não queria mais excursionar, mas ainda tinha interesse de contribuir com gravações e realizar apresentações pontuais. No entanto, em suas palavras, os demais integrantes tomaram uma decisão “unilateral” e optaram por removê-lo definitivamente.
Após o desligamento, Mars declarou que sua participação nos lucros teria sido reduzida de 25% para 5%. Para além da situação, o ex-membro acusou os antigos colegas de usarem playback e de praticarem gaslighting, forma de abuso psicológico em que informações são distorcidas, omitidas seletivamente ou inventadas com o objetivo de fazer a vítima duvidar da própria percepção dos fatos.
Depois de anos de disputa, em janeiro, o Mötley Crüe anunciou ter saído vitorioso no processo judicial. De acordo com um comunicado, Mars perdeu a ação e foi condenado a pagar US$ 750 mil ao grupo por causa de alegações consideradas difamatórias.
Ao refletir recentemente a respeito de todo cenário, Tommy Lee descreveu a situação como “realmente dolorosa”. Conversando com Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, para o podcast The Magnificent Others with Billy Corgan, o baterista desabafou. Conforme transcrição do Loudwire, ele disse:
“Para mim, toda aquela situação [com Mick] foi constrangedora e realmente dolorosa, a ponto de as pessoas estarem dizendo coisas que não são verdadeiras e fazendo esse tipo de coisa. Eu pensei: ‘meu Deus, isso é péssimo’. Não sou a favor desse tipo de coisa.”
Independentemente da briga, o baterista deixou claro que continua tendo carinho pelo ex-companheiro de banda e que tenta entender o lado do guitarrista, concluindo que suas atitudes foram uma reação aos sentimentos que enfrentava. Ele explicou:
“Eu sempre tento me colocar no lugar do Mick, e não tenho nada além de amor por aquele cara, nada além de amor. Eu só gostaria que as coisas não tivessem chegado a esse ponto… mas, infelizmente, é assim que as coisas acontecem quando as pessoas se sentem ameaçadas ou magoadas. Elas reagem. Mas está tudo bem.”
Por fim, Lee destacou o talento de Mars e lamentou os impactos que os problemas de saúde tiveram na carreira do instrumentista:
“Reforçando o que você disse, existe apenas um Mick, e ele é um músico extraordinário. É triste para mim, pessoalmente, ver que essa grave doença na coluna começou a afetar gradualmente sua capacidade física.”
Mötley Crüe e Mick Mars hoje
Desde 2023, a vaga de Mick Mars vem sendo ocupada por John 5, guitarrista experiente com passagens por bandas de artistas como Marilyn Manson e Rob Zombie. Por sua vez, Mick Mars voltou a trabalhar em seu álbum solo, projeto antigo que nunca tinha conseguido sair do papel. “The Other Side of Mars” foi lançado em 2024.
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