Por que Becky Baldwin e não Geezer Butler toca no novo álbum de Tony Iommi

Baixista do Black Sabbath recebeu convite para participar de "From the Dark", porém músico não conseguiu viabilizar a colaboração

Tony Iommi anunciou seu primeiro solo em mais de duas décadas. Intitulado From the Dark, o disco chega a público no próximo dia 29 de outubro via BMG e sucede “Fused” (2005).

Para o material, o guitarrista do Black Sabbath contou com: Jørn Lande (ex-integrante do Masterplan e Allen/Lande) nos vocais; Becky Baldwin (Mercyful Fate) no baixo e Karl Brazil (James Blunt, Robbie Williams) na bateria. 

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O plano, porém, era que Geezer Butler participasse do projeto. Durante uma sessão de perguntas e respostas no evento Steel City Con, realizado na Pensilvânia, nos Estados Unidos, em dezembro, o baixista do Black Sabbath contou que recebeu o convite, mas que seria difícil viabilizá-lo por questões logísticas, como compartilhado pela Blabbermouth:

“Ele queria que eu gravasse três linhas de baixo, mas queria que eu fizesse isso na Inglaterra, e eu não posso ir para a Inglaterra até junho [de 2026]. Então, se ele conseguir esperar todo esse tempo, talvez eu colabore com ele em junho.”

Foi por isso que Iommi desistiu da ideia e acabou optando por Becky. À Rolling Stone, o guitarrista explicou que a baixista tem um estilo parecido com o de Butler e mora em Birmingham, o que facilitou o processo:

“Becky mora em Birmingham e é uma ótima baixista. Além disso, é uma grande fã do Geezer e toca no estilo dele. Era exatamente isso que eu queria. Ela é realmente muito boa.”

Iommi confirmou a versão de Butler de que o baixista não conseguiu viajar para a Inglaterra. Só que como queria concluir o álbum e finalmente lançá-lo, o guitarrista decidiu seguir em frente sem o antigo companheiro e afirmou ter ficado satisfeito com o resultado alcançado:

“Eu queria que Geezer tocasse neste álbum, mas não foi possível. Acho que ele está trabalhando no próprio disco. Ou, pelo menos, na época aconteceu alguma coisa que o impediu de vir para a Inglaterra. Eu queria concluir o álbum e finalmente lançá-lo. Como a Becky é fã do Geezer e toca nesse estilo, pensei: ‘vamos tentar.’ E deu certo. Ela foi muito bem.”

O próximo trabalho de Geezer Butler

Butler, de fato, trabalha atualmente em um projeto. Também no evento Steel City Con, o baixista revelou que tem utilizado inteligência artificial nas demos do vindouro material para ajudá-lo a “dar voz às letras”.

Segundo o próprio, a ideia é que a tecnologia apenas facilite o processo, já que cantores “reais” serão empregados no futuro. Conforme transcrição do Blabbermouth, ele declarou: 

“Tenho um monte de material. Desde que fizemos o último show do Black Sabbath, eu venho revisitando tudo que compus desde os anos 1980 e atualizando tudo. O que antes me segurava era o fato de eu não ter um cantor quando estou em casa, mas aí a inteligência artificial apareceu [risos]. Então, agora atualizei todas as minhas músicas e estou usando um cantor de IA para dar voz às letras. Assim, posso levar esse material aos cantores com quem vou trabalhar e dizer: ‘é isso que eu quero no álbum’, para que eles tenham uma ideia melhor.”

Tony Iommi e “From the Dark”

Num comunicado à imprensa, Tony Iommi afirma a respeito de “From the Dark”: “Foi um álbum que realmente gostamos de fazer. Não estamos tentando provar nada; é um ótimo álbum, é puro rock!”. A nota da assessoria complementa:

“Desde as notas iniciais de ‘Over the Violent Sun’ — que traz um riff de guitarra clássico e enérgico em afinação baixa, marca registrada de Tony Iommi, e a impressionante capacidade vocal dramática de Jorn Lande —, fica claro que ‘From the Dark’ é um álbum excepcional, digno de seu lugar no impressionante catálogo de Iommi. ‘Black Times’ dá continuidade à jornada com um impacto avassalador e implacável, conduzindo ao primeiro single explosivo, ‘World Alone’, antes que a quarta faixa, ‘Beyond the Dead’, mude o ritmo com um riff imponente e sinistro entrelaçado a uma orquestração épica. O questionamento existencial presente nas letras de Lande — repletas de imagens distópicas e reflexões sobre a natureza efêmera da experiência humana — é evidente em todo o álbum, especialmente na faixa ‘Stormwatcher’, com suas metáforas náuticas e sonhos de novos horizontes. Ponto central brilhante deste álbum notável, ‘Stormwatcher’ é equiparada em alcance e dramaticidade pela faixa seguinte, ‘Death Wake’; música e letra unem-se para criar um retrato vívido das crueldades de uma vida desprovida de amor e humanidade. As duas últimas faixas de ‘From the Dark’ — a paixão furiosa de ‘Return of the Arbalist’ e o caleidoscópio verdadeiramente épico de ‘Legacy’ — evidenciam o poder e o drama, a luz e a sombra que permeiam o álbum.”

O primeiro single, “World Alone”, está disponível com videoclipe. Confira abaixo:

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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