O único convidado especial do novo álbum de Tony Iommi

Disco chamado "From the Dark" chega no dia 29 de outubro e conta com a participação de outro lendário guitarrista no solo de uma das faixas

Tony Iommi anunciou seu primeiro solo em mais de duas décadas. Intitulado From the Dark, o disco chega a público no próximo dia 29 de outubro via BMG e sucede “Fused” (2005).

Inicialmente, o guitarrista do Black Sabbath estava incerto quanto à natureza do projeto. Ao programa Trunk Nation, em janeiro, o músico revelou que a primeira ideia era fazer um trabalho instrumental, mas mudou de direção e escolheu Jørn Lande, conhecido principalmente pelo trabalho no Masterplan, para dar voz ao material.

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Inclusive, o músico até pensou na possibilidade de chamar diferentes vocalistas para o disco. Contudo, não seguiu adiante com o plano e, à época, afirmou que naquele momento não havia nenhum convidado envolvido. 

No fim das contas, porém, há uma única participação especial em “From the Dark”. O assunto surgiu durante entrevista à Rolling Stone

Durante o bate-papo, Iommi explicou que não convidou músicos externos ao disco porque queria um álbum que “soasse, essencialmente, como o trabalho de uma banda”. Porém, acabou chamando Brian May, guitarrista do Queen e seu amigo de longa data, para o solo da canção “Death Wake”, descrita com uma “pegada doom”. 

Iommi chegou a perguntar se o colega de instrumento queria ter uma contribuição maior no álbum, todavia, May quis limitar a colaboração à faixa. O membro fundador do Sabbath relembrou:

“Perguntei a ele: ‘você quer tocar em mais alguma coisa?’. E ele respondeu: ‘não, não, seus solos são bons, não preciso tocar’. Mas foi ótimo que ele tenha participado. Mostrei a ele algumas ideias, e ele gravou tudo aqui, no estúdio da minha casa. Claro que, depois de tocar, dizia: ‘ah, não sei se ficou bom.’ E eu respondia: ‘eu gostei’.”

Tony Iommi e Brian May

Tony também destacou como os dois começaram a ter contato um com o outro ainda no início da década de 1970 e, desde então, permanecem próximos:

“Foi no começo dos anos 1970. Ele estava em um estúdio e eu em outro. Nós nos demos bem imediatamente. Meu Deus, já somos amigos há quase 60 anos. Mantemos contato o tempo todo. Ele já subiu ao palco comigo algumas vezes e também gravamos juntos algumas faixas de estúdio. É um amigo muito, muito próximo.”

Vale destacar que os guitarristas já mencionaram a possibilidade de lançarem um disco conjunto. Em 2013, havia a intenção de criar um álbum de riffs, até hoje nunca concretizado. Iommi detalhou a proposta para o Birmingham Live no período:

“Quando fiquei doente pela primeira vez, Brian May foi me visitar na minha casa em Lapworth. Toquei para ele algumas das minhas ideias, riffs de rock que eu nunca tinha desenvolvido de fato ou que havia decidido não usar. Ele disse que eu deveria fazer alguma coisa com esse material. É bem possível que encontremos uma forma de trabalhar juntos nessas ideias e disponibilizá-las de alguma maneira. Uma das ideias que tivemos foi disponibilizar os riffs para que os fãs os usassem em suas próprias músicas e ver o que conseguiriam criar. Dessa forma, eles estariam, na prática, gravando com o Brian e comigo.”

Sobre “From the Dark”

Em “From the Dark”, Tony Iommi é acompanhado do vocalista Jorn Lande — ex-integrante do Masterplan e Allen/Lande que divide os créditos de composição de todas as faixas —, além da baixista Becky Baldwin (Mercyful Fate) e do baterista Karl Brazil (James Blunt, Robbie Williams). A produção é assinada pelo guitarrista junto de Mike Exeter, seu parceiro de longa data.

Num comunicado à imprensa, o lendário membro fundador do Black Sabbath afirma: “Foi um álbum que realmente gostamos de fazer. Não estamos tentando provar nada; é um ótimo álbum, é puro rock!”. A nota da assessoria complementa:

“Desde as notas iniciais de ‘Over the Violent Sun’ — que traz um riff de guitarra clássico e enérgico em afinação baixa, marca registrada de Tony Iommi, e a impressionante capacidade vocal dramática de Jorn Lande —, fica claro que ‘From the Dark’ é um álbum excepcional, digno de seu lugar no impressionante catálogo de Iommi. ‘Black Times’ dá continuidade à jornada com um impacto avassalador e implacável, conduzindo ao primeiro single explosivo, ‘World Alone’, antes que a quarta faixa, ‘Beyond the Dead’, mude o ritmo com um riff imponente e sinistro entrelaçado a uma orquestração épica. O questionamento existencial presente nas letras de Lande — repletas de imagens distópicas e reflexões sobre a natureza efêmera da experiência humana — é evidente em todo o álbum, especialmente na faixa ‘Stormwatcher’, com suas metáforas náuticas e sonhos de novos horizontes. Ponto central brilhante deste álbum notável, ‘Stormwatcher’ é equiparada em alcance e dramaticidade pela faixa seguinte, ‘Death Wake’; música e letra unem-se para criar um retrato vívido das crueldades de uma vida desprovida de amor e humanidade. As duas últimas faixas de ‘From the Dark’ — a paixão furiosa de ‘Return of the Arbalist’ e o caleidoscópio verdadeiramente épico de ‘Legacy’ — evidenciam o poder e o drama, a luz e a sombra que permeiam o álbum.”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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