Max Cavalera revela por que não tem celular e conta quem gerencia suas redes

Apesar de não ser um usuário ativo das mídias sociais, músico reconhece a importância delas na realidade atual

Nos últimos anos, Max Cavalera intensificou sua presença no Instagram, onde mostra um pouco do cotidiano dentro e fora da música. Porém, não é o próprio que se responsabiliza pelas atualizações. De qualquer modo, ele reconhece a importância de se valer do mecanismo nos tempos atuais para um artista.

Em entrevista ao Chaoszine, o brazuca contou como lida com a questão atualmente, além de revelar não ser um adepto dos mecanismos tecnológicos que fazem parte da vida do cidadão comum – muitas vezes o dominando por completo.

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Ele disse, conforme transcrição do Blabbermouth:

“Acho que foi necessário criar uma conta no Instagram pensando na carreira, por mais que eu quisesse ficar longe disso. Eu gosto, mas não deixo que seja o principal da minha vida. É por isso que sou uma das poucas pessoas do mundo que não possui um celular.”

O irmão de Iggor deixa claro que a ausência do aparelho não o afeta como se poderia imaginar.

“Sinto-me muito livre em relação a isso. Quando vou comer em um restaurante, quero conversar com meus amigos na mesa, não ficar olhando para uma máquina. Acho ridículo quando vejo as pessoas ficam sentadas umas de frente para as outras, mas não se falam. É triste, me enlouquece.”

Quem comanda as contas de Max Cavalera

De qualquer modo, Cavalera não é do tipo que simplesmente desdenha da realidade atual como se ela não existisse. Apenas delega a função para quem já comanda outros aspectos profissionais.

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“Sei o quanto é importante estar presente nas músicas. Por isso, encontrei um modo da minha esposa e empresária, Gloria, ser a minha voz nesse meio. Ela me mantém atualizado com o que os outros estão dizendo e eu respondo. Fazemos lives no Facebook. Tivemos a série ‘Max Trax’ cobrindo os 40 anos da minha carreira. Talvez eu retome isso, além de fazer vídeos no Cameo. Mas ela é ótima nisso, administra as minhas redes, do Soulfly e as próprias.”

E Max revela não se abalar por comentários negativos. Ao contrário, ele os usa como combustível.

“Sempre agi assim, desde os tempos de Sepultura. Lia resenhas ruins, ficava furioso e fazia um com show. Hoje é a mesma coisa. Peço a Gloria: ‘mostre alguém falando m*rda de mim’. Ela me dá o telefone e vejo todas essas pessoas. Subo no palco e detono (risos). É munição, gasolina para o meu fogo.”

A regravação de “Schizophrenia”

No próximo dia 21 de junho, Max e Iggor Cavalera lançam a regravação de “Schizophrenia”, segundo álbum do Sepultura, original de 1987. A iniciativa dá prosseguimento ao projeto iniciado ano passado, com novos registros para o EP “Bestial Devastation” (1985) e o disco “Morbid Visions” (1986).

Travis Stone (Pig Destroyer) ficou a cargo das guitarras solo na gravação, enquanto Igor Amadeus Cavalera, filho de Max, assumiu o baixo. A mixagem e a masterização foram feitas por Arthur Rizk (Soulfly, Go Ahead and Die, Turnstile).

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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