As 5 melhores músicas de Syd Barrett, segundo Nick Mason

Figura do membro fundador do Pink Floyd se manteve presente na obra dos músicos, mesmo após seu afastamento

A aura de Syd Barrett paira eternamente sobre a obra do Pink Floyd. Mesmo tendo saído pouco tempo após o início das atividades, o membro fundador do grupo seguiu servindo como referência e inspiração, atuando indiretamente em seus momentos de maior sucesso.

Se há algo em que Roger Waters e David Gilmour concordam é na influência do amigo e colega naquilo que os consagrou. Nick Mason vai além.

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Através do projeto Nick Mason’s Saucerful of Secrets, o baterista revisita material dos primórdios, o que significa uma abordagem mais intensa naquilo que Syd ajudou a criar de forma efetiva. Não à toa, ele possui seus momentos preferidos neste intervalo de tempo.

Durante entrevista de 2019 à Rolling Stone, ele sinalizou cinco momentos que se sobressaem. São eles, com os devidos comentários:

“Astronomy Domine”: “Esta é uma ótima faixa de bateria em um compasso interessante. Eu também acho que tem uma ótima vibração de ficção científica. É interestelar, mas também um pouco mais astrológica. E depois há uma referência fantástica à filosofia dos anos 60 misturada com uma espécie de letra psicodélica. Para mim, também é muito divertido de tocar por causa do andamento. O arranjo me lembra um pouco Ginger Baker, que foi uma grande influência. Há uma virada de bateria no estilo dele durante esta música. A faixa começa com nosso empresário lendo os nomes dos planetas. Aqueles eram os dias em que a gestão estava envolvida nas decisões artísticas e também nos negócios.”

“Bike”: “Pelo que me lembro dessa música, todos os relógios dela foram gravados de verdade. A letra é muito Syd, surpreendentemente inteligente. É divertida, mas ao mesmo tempo há uma profunda tristeza nela. Quando ouço agora, percebo como éramos jovens, imaturos e incapazes de lidar com o colapso que ele sofreu.”

“Interstellar Overdrive”: “Esta é uma faixa aberta à improvisação e à reinterpretação. Ao tocar os riffs de abertura, você pode fazer freestyle de muitas maneiras diferentes. No momento, temos uma maneira de tocar com o Saucerful of Secrets, mas acho que quando voltarmos à estrada, tomaremos outras direções.”

“Vegetable Man”: “Uma música maravilhosa. Parece relativamente simples, mas na verdade é um pouco mais complicada e quase punk. São quatro batidas de caixa no compasso, o que é um jeito bem punk de tocar bateria. Tantas músicas foram escritas por Syd em tão pouco tempo. Faltavam menos de dois anos para o nosso primeiro show público, em outubro de 1967. Naquela época, tínhamos apenas duas ou três músicas originais. E quase um ano depois, ele já estava meio saturado.”

“Arnold Layne”: “Esta é uma música realmente incomum. Faz parte do final dos anos 1960, onde de repente as músicas passaram a ser mais do que apenas cantar: ‘vou pegar você, baby’. O estranho é que acho que em 67, e no final de 66, pensávamos que queríamos ser uma banda de R&B. De alguma forma, nos afastamos completamente ao criar músicas como esta, além de ‘Bike’ e ‘The Gnome’, no estranho estilo de vida inglês.”

Sobre Syd Barrett

Nascido em Cambridge, Inglaterra, Roger Keith Barrett começou a tocar ukulele aos 10 anos, passando para o banjo e violão antes de chegar à guitarra aos 15. Construiu seu primeiro amplificador sozinho.

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Foi membro fundador do Pink Floyd, participando dos primeiros singles e o álbum de estreia, “The Piper at the Gates of Dawn”. Caracterizava-se pelo estilo psicodélico de tocar, com acordes dissonantes, efeitos e distorções.

Após sair do grupo, lançou dois álbuns solo no início da década de 1970, apoiado pelos antigos colegas. Foram seus últimos trabalhos antes de abandonar a indústria musical.

Sua personalidade seguiu sendo inspiração para a banda que criou. Chegou a aparecer no estúdio durante as gravações do álbum “Wish You Were Here”. Os músicos não o reconheceram, devido à aparência totalmente diferente de poucos anos antes.

Morreu em 7 de julho de 2006, devido a um câncer pancreático agravado pelo diabetes.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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