Por que o Iron Maiden não fazia parte da NWOBHM, segundo Paul Di’Anno

Vocalista dos primeiros álbuns entende que a banda possuía um estilo muito próprio para ser rotulado

O termo New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM) foi cunhado pela revista Sounds para representar a leva de bandas que surgiu no final da década de 1970 no Reino Unido, promovendo um ressurgimento do subgênero como reação ao punk ter roubado os holofotes no cenário roqueiro.

O nome não buscava resumir uma característica musical. Considerados integrantes da cena, Iron Maiden, Saxon, Def Leppard, Venom e Girlschool, só para citar alguns, eram muito diferentes entre si. Porém, todos participaram daquele levante de jovens que vinham da classe trabalhadora local.

- Advertisement -

Ainda assim, algumas figuras presentes naquele momento não se sentem confortáveis com o rótulo. Um exemplo é Paul Di’Anno, vocalista dos primeiros álbuns da Donzela de Ferro. Em entrevista à mais recente edição da Metal Hammer, o cantor voltou a rechaçar a classificação.

Ele disse:

“Sentíamos que fazíamos um som próprio. Os jornalistas não sabiam onde nos encaixar. Éramos uma banda de heavy metal que tocava rápido como um grupo punk, mas fazia todos esses riffs complicados. Como não encontravam uma definição, acabaram nos colocando na New Wave of British Heavy Metal. De repente, todo mundo estava sendo colocado no mesmo barco.”

Iron Maiden e “Running Free”

A conversa aconteceu por conta da matéria de capa do novo número da revista, que incluiu “Running Free” como uma das 100 músicas que mudaram a história do metal. Sobre o single de estreia da banda, Di’Anno declarou:

Leia também:  A atração do Rock in Rio que tem portas abertas mesmo após deixar Medinas “de bode”

“A letra é sobre liberdade, sobre não se importar com mais nada. Especialmente com os Old Bills (gíria usada para designar os policiais britânicos). Nunca tive um relacionamento muito bom com eles. O futebol e a associação com os Hells Angels me definem.”

O espírito jovial da canção ainda define Paul, como o próprio confessa.

“Aos 16 anos você se acha o centro do mundo, nada pode te parar, essas coisas todas. Eu era um idiota nessa época! Ainda sou, na verdade. Não melhorei em nada.”

Paul Di’Anno, passado e presente

Paul Di’Anno gravou os álbuns “Iron Maiden” (1980) e “Killers” (1981) com a banda, além de EPs e registros ao vivo em áudio e vídeo. Foi demitido e deu lugar a Bruce Dickinson, à época vocalista do Samson.

Com o passar do tempo, desenvolveu uma forte relação pessoal e profissional com o Brasil, país que o adotou como cidadão honorário. Nos últimos anos, vem enfrentando uma série de problemas de saúde, mobilizando fãs de todo o mundo para ajudá-lo.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesPor que o Iron Maiden não fazia parte da NWOBHM, segundo Paul...
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades