Tocar de máscara fez algo mudar para Eloy Casagrande? Ele explica

Músico entende que o personagem integrante do Slipknot é uma entidade diferente da pessoa que o incorpora

As máscaras são um item essencial no distorcido mundo onde o Slipknot vive. Embora todo mundo já conheça as faces reais dos envolvidos – que ao contrário de outros artistas, nunca fizeram um real esforço para esconder –, o componente ainda é elemento importante na arte que permeia a história da banda.

Obviamente, ao se tornar o baterista do grupo, Eloy Casagrande precisou aderir. Tratando-se do músico que é o mais conhecido antes de integrar o conjunto, ninguém fará confusões na hora de identificá-lo. Ainda assim, o próprio considera que o artefato traz algumas mudanças.

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Disse o próprio em entrevista à Veja SP:

“A primeira grande mudança, ao usar uma máscara, é mental. É uma outra persona que está ali. A máscara tem vida. Se alguma outra pessoa colocar, não vai ser a mesma coisa. Criei-a juntamente com o Shawn (Crahan, percussionista e líder da banda), fomos elaborando o design juntos, então é uma junção do Slipknot com a minha personalidade. Só que, quando você veste a máscara, acontece algo diferente. Não sei explicar ainda.”

O esforço físico e a respiração por trás da máscara

Outro fator muito conhecido quando se trata de Slipknot é a entrega dos músicos nas performances. Além de tocar por duas horas ou mais, os envolvidos se jogam – muitas vezes literalmente – no processo de execução. Eloy garante não ter sentido efeito com o uso da máscara.

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“E a questão física de tocar é tranquila, eu pensei que seria pior. É claro que ela esquenta, porque é cheia de espuma, então fico muito suado. Mas tem um espaço bom para respirar.”

Para se acostumar, o brazuca confessa ter bolado um plano prévio.

“Antes da primeira apresentação, eu já estava ensaiando com uma máscara feita para atletas, que simula altitude. Ela tem várias válvulas, tampa o nariz e a boca, restringindo a respiração. Isso me ajudou a tocar mais tranquilo.”

Sobre Eloy Casagrande

Eloy Casagrande começou a tocar bateria aos 6 anos. Ganhou destaque mundial ao vencer concursos como Batuka International Drummer Fest e Modern Drummer’s Undiscovered Drummer Contest 2005. Começou a aparecer até em programas nacionais de televisão, como o Domingão do Faustão.

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Sua primeira gravação profissional foi com o Iaweh, em 2008. Ainda registrou mais um disco com o grupo em 2014. A seguir, foi chamado para integrar a banda de Andre Matos. Registrou o álbum “Mentalize” (2009).

Passou um breve período com o Gloria, gravando “(Re)Nascido” e tocando no Rock In Rio de 2011. A seguir, foi chamado pelo Sepultura, registrando os últimos três discos de estúdio do grupo.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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