O que faz Robert Fripp ser único na guitarra, segundo Steve Vai

Virtuoso assumirá o lugar do icônico guitarrista no projeto Beat, que celebra os álbuns do King Crimson lançados nos anos 1980

Recentemente o guitarrista Adrian Belew anunciou a criação do Beat, projeto voltado a celebrar o material lançado pelo King Crimson nos anos 1980. O grupo tocará músicas dos álbuns “Discipline” (1981), “Beat” (1982) e “Three of a Perfect Pair” (1984). Shows pela América do Norte já estão agendados a partir de setembro.

O músico será acompanhado por outro integrante da banda no período, o baixista Tony Levin – que também toca com Peter Gabriel. Completam a formação o guitarrista Steve Vai e o baterista Danny Carey (Tool).

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De acordo com Robert Fripp, em postagem no Facebook, o próprio teria sugerido o ocupante de seu posto no tributo, já que “Steve Vai é o único guitarrista que seria capaz de tocar as minhas partes”.

Falando ao canal de Rick Beato no YouTube, conforme transcrição do Ultimate Guitar, Vai declarou:

“Coisas intrincadas por serem intrincadas nunca são interessantes. Você perde a retenção. Mas o que Robert Fripp faz, estranhamente, cai lindamente na guitarra. Quando estava com Frank Zappa, eu adotei um estilo de palhetada que poderia reproduzir todas essas notas compostas que simplesmente não pertencem à guitarra. Mas a técnica de Robert se encaixa perfeitamente nisso.”

Steve Vai e Robert Fripp

Para Steve, o trabalho executado por Fripp – e que ele precisará emular – envolve elementos que vão além da pegada rock e até mesmo do jazz. Ele disse:

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“É como uma orquestração de guitarra. A forma como é tocada por ele é única. À medida que trabalho nisso, acho que consigo compreender, mas o que acontece com Robert é que seu jeito de tocar guitarra é implacável. Ele não para. E eu não sei como ele faz isso. É uma aberração da natureza. Seu senso de tempo, seu senso de… não há polirritmias reais, mas é tudo polimétrico.”

Vai ainda destaca que o único músico presente em todas as formações do King Crimson consegue fazer com que mesmo as partes mais complexas tenham um componente de acessibilidade.

“Eu simplesmente amo a atmosfera que ele cria, estou me apegando a ela. E então, quando a linda melodia vem por cima, ela traz direto para a sua parte na composição. Quero dizer, isso o torna tão bonito e acessível.”

Curiosamente, Steve e Robert já excursionaram juntos no passado. Em 2004, Fripp se juntou a uma turnê do G3 – que conta com Joe Satriani como mentor e único guitarrista presente em todas as formações. A trinca chegou a passar pelo Brasil à época.

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Os anos 1980 para o King Crimson

A virada de década marcou a retomada das atividades do King Crimson, que havia encerrado atividades em 1974. A nova formação trouxe diferentes influências musicais, incorporando referências de new wave, música africana, asiática e pós-punk.

“Discipline” emplacou o 41º lugar na parada britânica. O desempenho melhorou com o 39º de “Beat” e atingiu seu melhor momento no 30º de “Three of a Perfect Pair”. Nos três álbuns o baterista foi Bill Bruford, que já havia feito parte da banda entre 1972 e 74, além de ter feito história anterior com o Yes – na segunda metade dos 1970s ainda tocaria com Roy Harper, Genesis e UK.

Após a trinca de discos que será celebrada, o grupo acabou novamente, retornando apenas em 1994. A história foi encerrada de forma definitiva em 2021.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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