Vinnie Paul nunca esteve atrás de reunir o Pantera, diz ex-colega de Hellyeah

Vocalista do Mudvayne, Chad Gray garante que baterista não via possibilidade de retomar a banda sem o irmão

Quando o tributo oficial ao Pantera anunciou sua estreia, na metade de 2022, as opiniões se dividiram. Por um lado, parte dos fãs se contentou com a perspectiva de Phil Anselmo (vocal) e Rex Brown (baixo) prestando homenagem ao legado junto de Zakk Wylde (guitarra) e Charlie Benante (bateria).

Por outro, claramente não seria a mesma coisa sem os irmãos e idealizadores do grupo, os falecidos Dimebag Darrell (guitarra) e Vinnie Paul (bateria). Além disso, havia o fato de que o fim do quarteto, no início do século, não foi nada amigável. Há quem defenda que as críticas públicas do cantor instigaram ao atentado que resultou no assassinato de Darrell, durante um show do Damageplan em 8 de dezembro de 2004.

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O fato é que o projeto segue adiante até hoje. O que não significa que todos concordem. Colega de Vinnie no Hellyeah, o vocalista Chad Gray concedeu entrevista ao canal de Jesea Lee no YouTube. Conforme transcrição do Blabbermouth, o frontman que se reuniu com o Mudvayne nos últimos anos declarou:

“Eu sei que alguns níveis de intenção são verdadeiros e puros. Mas também sei, por assistir a um milhão de entrevistas com Vinnie Paul, além das que demos juntos, que a reunião do Pantera não aconteceria se dependesse dele. Sempre havia algum entrevistador mencionava a possibilidade, Vinnie literalmente respondia: ‘meu irmão está morto’. Era tudo o que ele dizia, nem mais uma maldita palavra.”

Chad entende que nenhuma quantia financeira seria capaz de fazer o antigo colega mudar de ideia.

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“Ele não se importava. Vinnie não precisava do dinheiro. Seu coração estava no Hellyeah, ele amava muito a banda. Foi uma honra poder tocar com ele e fazê-lo literalmente sangrar por nós. Ele não se importava mais com o Pantera.”

Elogios ao tributo e dificuldade em assimilar

Apesar de tudo, Gray consegue entender o que vem deixando o público empolgado em relação ao tributo. E faz questão de elogiar a performance.

“Conversei com muitas pessoas e, honestamente, o consenso geral é que estão adorando ouvir novamente aquelas malditas músicas e aquele setlist. O repertório é cruel, conta com algumas das minhas canções favoritas. Ainda não consegui assistir a um show por conta dos meus compromissos, mas vi a banda original 14 vezes.”

Até por conta da relação que teve com um dos envolvidos, o frontman reconhece que não será fácil caso venha a estar presente em alguma apresentação.

“Eu era o melhor amigo de um dos homens que fizeram a banda acontecer. E ele nunca correu atrás disso, cara. Tenho muito respeito por Vinnie Paul e Dimebag Darrell. Deixe o tributo rolar, mas realmente questiono quanto tempo vai durar ou que outra coisa acontece depois. Só gostaria de ter certeza de que estamos dando amor e respeito aos dois irmãos caídos, porque eles eram uma parte muito, muito grande da música. Parece uma espécie de trapaça que eles não estejam aqui para fazer parte de algo que construíram com as próprias mãos.”

Chad Gray faz questão de finalizar deixando algo claro:

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“Não tenho nada além de amor por Zakk Wylde. E Charlie Benante é um talento tremendo. Sei que estão fazendo isso de coração. É um lugar muito difícil de se ocupar, mas ambos são músicos fenomenais e ótimas pessoas. Então, não tenho nada além de coisas realmente boas a dizer, mas é difícil para mim porque Vinnie era meu irmão e eu sei como ele se sentia sobre isso. E ele não teve como dar sua opinião.”

Tributo ao Pantera

O tributo oficial ao Pantera foi anunciado em julho de 2022. As primeiras apresentações aconteceram na América Latina, no final daquele ano. O quarteto fez dois shows em São Paulo, um no Knotfest e outro com o Judas Priest.

A seguir, o grupo sofreu uma série de cancelamento de datas pela Europa, fruto de protestos em função de antigas atitudes racistas do vocalista Phil Anselmo. A mais conhecida delas aconteceu em 2016, no Dimebash, show tributo ao guitarrista Dimebag Darrell, onde o frontman fez uma saudação nazista e gritou um slogan de supremacia branca para a plateia.

Ainda assim, desde então, o grupo se mantém na estrada, especialmente na América do Norte. Paralelamente, os envolvidos prosseguem com seus outros projetos e bandas.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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