Comunicado de Neil Young sobre volta ao Spotify é removido e músicas ainda estão fora

Sem estipular prazo, músico havia anunciado retorno à plataforma dois anos após retirar catálogo

No início desta semana, Neil Young anunciou por meio de seu site oficial que suas músicas voltariam para o Spotify dois anos após a retirada e o começo de um embate. Nenhum prazo foi estipulado pelo artista, que ainda aproveitou a ocasião para criticar a baixa qualidade do áudio oferecido pela plataforma de streaming.

Nesta sexta-feira (15), contudo, percebe-se que não apenas o catálogo segue fora do aplicativo como, também, o texto de Young que abordava o retorno já não aparece mais no site do músico.

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Pelas redes sociais, fãs teorizam que o acervo musical do canadense só irá retornar no fim de abril, com o lançamento do álbum ao vivo “FU##IN’ UP”. Gravado em 2023, o trabalho será disponibilizado em vinil transparente limitado dia 20 de abril, como parte do Record Store Day, iniciativa que celebra lojas de discos independentes com obras exclusivas. Seis dias depois, será liberado em LP preto, CD e formato digital.

Young havia optado por sair do Spotify devido à falta de políticas contra a desinformação. À época, direcionou críticas à plataforma por permitir a veiculação do podcast do comediante Joe Rogan. O conteúdo envolvia discursos considerados antivacina e outras falas problemáticas.

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Ao anunciar sua volta para a plataforma, dois anos depois, explicou as razões e deixou claro que ainda possui uma série de ressalvas. No texto que comunicava a volta, justificou a volta ao streaming como necessária, já que não havia sentido sair somente do Spotify quando outras plataformas passaram a veicular o mesmo podcast — já que o acordo de exclusividade entre Rogan e a empresa chegou ao fim.

“Minha decisão foi tomada no momento em que outros serviços de música, Apple, Amazon, Qobuz, Tidal, todos com o áudio em melhor qualidade, começaram a veicular o mesmo podcast de desinformação ao qual me opus no Spotify. Como não posso deixar todos esses serviços como fiz com o Spotify, porque minha música estaria em nenhuma plataforma para os fãs, eu voltei.”

De qualquer forma, ele alegou não estar satisfeito com a experiência oferecida aos usuários. Como destacou com ironia, os áudios do Spotify apresentam menor qualidade do que outros aplicativos, o que prejudica os ouvintes na hora de escutar as canções.

“Spotify, o streaming número 1 de música de baixa resolução do mundo, onde a qualidade é menor do que a que entregamos, será o lar da minha música novamente. Tenho a esperança de que a qualidade do som do Spotify melhore e que as pessoas possam ouvir e sentir as músicas da maneira que a criamos. Spotify, você consegue! Seja realmente o número 1 em todos os sentidos. Você tem as músicas e os ouvintes.”

Neil Young e a treta com o Spotify 

Em janeiro de 2022, Neil Young exigiu que o Spotify retirasse suas músicas, sob o pretexto de que a plataforma dava espaço para negacionistas disseminarem fake news sobre a pandemia. A declaração citava o podcast do comediante e ator Joe Rogan, justamente conhecido pelo comportamento antivacina.

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No mesmo mês, decidiu remover seu catálogo musical do streaming. À época, em apoio ao músico, Crosby, Stills, Nash & Young, Joni Mitchell e Nils Lofgren, entre outros artistas, tiveram a mesma atitude.

Não demorou para que a plataforma anunciasse um plano para combater a desinformação em podcasts e, em seguida, excluísse 70 episódios do programa conduzido por Rogan, o The Joe Rogan Experience.

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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