O grande problema dos primeiros anos do Kiss, segundo Paul Stanley

Vocalista e guitarrista não curte a discografia inicial do quarteto mascarado por um motivo específico, que só mudou com o “Alive!” (1975)

Paul Stanley não é um grande fã do álbum de estreia do Kiss. Para o vocalista e guitarrista, o disco homônimo lançado em 1974 soa “muito ruim”. Esse não é só um problema deste trabalho inicial — que, à época, vendeu apenas 75 mil cópias —, como uma questão geral dos primeiros anos do quarteto mascarado.

Durante entrevista à ABC Audio, o Starchild procurou uma justificativa para a baixa repercussão dos discos da banda no início da carreira. Para ele, o maior defeito do grupo era não conseguir exprimir a experiência enérgica dos palcos em estúdio — o que só mudou com o registro ao vivo “Alive!” (1975).

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Ele declarou:

“No ‘Alive!’ foi realmente onde as músicas ganharam vida. Estávamos nos tornando conhecidos por nosso show ao vivo, mas nossas vendas de discos não refletiam isso até o ‘Alive!’. Muitas das músicas do primeiro álbum aparecem em nossos shows desde então.”

“Hotter than Hell” (1974) e “Dressed to Kill” (1975) também não agradam o cantor pela mesma razão. Em conversa com a SiriusXM em 2021, ele já havia feito a seguinte reflexão: 

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“Nunca fui fã dos três primeiros álbuns, sonoramente. Éramos bombásticos – essa banda ao vivo era um trovão. Mas nos álbuns, parecia um pouco estranho para mim. Eu não sabia como fazer soar melhor. Eu só sabia que não era como soávamos. Para esse fim, você deve se lembrar que não foi até ‘Alive!’ (1975) que a banda estourou. As pessoas vinham nos ver ao vivo e adoravam o que viam, então você colocava o álbum e dizia: ‘isso não soa como a banda que eu vi’.”

Paul Stanley e “Alive!”

Não é à toa que o músico considera “Alive!” como o melhor álbum que já fizeram até. À Classic Rock, em dezembro, explicou o motivo, trazendo um ponto de vista semelhante: 

“Nós construímos o melhor álbum do Kiss e o melhor álbum ao vivo no ‘Alive!’. Queríamos imergir o público em um show do Kiss, com o barulho das pessoas ao redor, com as explosões tão altas quanto se você estivesse lá. E assim que esse álbum saiu, ele logo acabou nas lojas.”

Kiss atualmente

O Kiss realizou o último show de sua carreira no dia 2 de dezembro de 2023. Na ocasião, a banda anunciou que a história da marca será prosseguida através de avatares.

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As representações virtuais de Paul Stanley (voz e guitarra), Gene Simmons (voz e baixo), Tommy Thayer (guitarra) e Eric Singer (bateria) assumirão a linha de frente em espetáculos que ainda serão devidamente explicados. A previsão de estreia é para 2027.

A “New Era” do Kiss contempla outras iniciativas um pouco mais convencionais — e, em maioria, já conhecidas do público. A banda dará sequência a seu museu em Las Vegas, inaugurado em 2022, bem como ao cruzeiro Kiss Kruise.

A cinebiografia “Shout it Out Loud” segue em produção e a ideia é lançá-la em 2024. A história do grupo será contada em seus primeiros anos, até o estouro com o álbum “Alive!”, em 1975.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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