A importante decisão sonora tomada pelo Guns N’ Roses em “Appetite”, segundo Duff

Banda não admitiu interferências na sonoridade de nenhum dos produtores especulados antes das gravações

Nomes como Paul Stanley (Kiss), Manny Charlton (Nazareth), Mutt Lange e Spencer Proffer foram cotados para a produção do álbum de estreia do Guns N’ Roses. Alguns até chegaram a gravar demos com a banda. Mas o posto acabou com Mike Clink. E por um simples motivo: ele foi o que menos interferiu na sonoridade.

Em entrevista ao podcast Broken Record, o baixista Duff McKagan falou sobre o objetivo do quinteto ao entrar em estúdio para registrar o que viria a ser “Appetite for Destruction”. O músico deixou claro que o grupo já sabia como gostaria que as músicas soassem.

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Ele falou, conforme transcrição do Blabbermouth:

“Criar a música e depois encontrar um produtor são duas coisas diferentes. Terminamos de escrever as canções para ‘Appetite’, além de outras, quando começamos a procurar alguém com quem trabalhar. Conhecíamos o material tão bem que não queríamos um produtor que se interessasse em mudar algo. Tinha que soar como nos ensaios, pois era incrível daquele jeito.”

Guns N’ Roses e “Mutt” Lange

Por conta disso, a banda até abriu mão da oportunidade de trabalhar com o grande produtor daquele momento.

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“Havia a possibilidade de termos ‘Mutt’ Lange, que fez ‘Back in Black’ do AC/DC e outras coisas. Esse é um ótimo disco com som seco. Mas tínhamos 250 mil dólares para fazer o disco. Isso teria que incluir um adiantamento para que pudéssemos viver, parar com nossos empregos. Só para tê-lo sentado no estúdio seria muito caro.”

De qualquer modo, os artistas tinham exata noção do que buscavam, sem a necessidade de opinião externa.

“Nós criamos as músicas. Muitas vezes em violões, porque era tudo o que tínhamos. ‘Nightrain’ saiu assim. A letra se baseava na bebida de mesmo nome que tomávamos à época. Era a mais barata, o que podíamos pagar no período.”

Sobre “Appetite for Destruction”

Lançado em 21 de julho de 1987, “Appetite for Destruction” teve seu estouro comercial apenas um ano depois de chegar ao mercado, com a popularização do single “Sweet Child O’ Mine”. Só então chegou ao topo do The Billboard 200.

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Todas as músicas são creditadas ao grupo, com colaborações de West Arkeen em “It’s So Easy” e Chris Weber em “Anything Goes”. A capa original foi censurada após algumas cadeias de lojas se recusarem a vender o trabalho. Ela acabou substituída.

“Appetite For Destruction” vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Ganhou disco de platina no Brasil – premiação rara para um álbum internacional no país.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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