Bob Ezrin homenageia Wayne Kramer e fala sobre álbum do MC5

Guitarrista faleceu no último dia 2 de fevereiro, aos 75 anos de idade, deixando um legado de grande influência na história do rock

O produtor Bob Ezrin enviou uma mensagem à Classic Rock homenageando o guitarrista Wayne Kramer. O músico faleceu no último dia 2 de fevereiro, aos 75 anos de idade, em decorrência de um câncer pancreático.

O profissional, reconhecido por trabalhos com Kiss, Alice Cooper e Pink Floyd, entre vários outros, também falou sobre o disco que o MC5 gravou recentemente. A obra estava prometida para o ano passado, mas não foi lançada e não houve qualquer justificativa à época.

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Ele disse:

“Quando vim de Toronto para Pontiac, MI, em 1970, para trabalhar com a banda Alice Cooper, o MC5 já era lendário como um grupo de punk-funk e hard rock incrível, como revolucionários e como alguns dos melhores músicos e intérpretes da região. E isso significava algo, porque Detroit estava explodindo de talentos na época, tanto no R&B quanto no rock. Eles já eram estrelas, tendo lançado um single de sucesso com ‘Kick Out The Jams’.

Wayne era uma força da natureza. Um homem soul com um corpo rock ‘n’ roll, magro e furtivo – uma profusão dançante e rodopiante de cabelos e estilo que também era um dos melhores guitarristas que qualquer um de nós já ouviu. Eu olhei para ele. Eu queria estar no mesmo ônibus que ele estava.”

Bob Ezrin, Wayne Kramer, filantropia e… menos cabelos

A parceria demorou muito a acontecer. Como o próprio Ezrin lembra:

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“Quando finalmente trabalhamos juntos, Kramer já tinha menos cabelo, mas não menos alma ou fogo, além de uma humanidade especial; um calor e uma generosidade de espírito que faziam com que estar junto fosse como se sentir voltando para casa. Ele desenvolveu um propósito e uma missão que incorporava a melhor essência de caridade aos outros.”

Tendo a filantropia como foco, o produtor exalta:

“O irmão Wayne está em meu coração e permanecerá lá para sempre. Ele foi o melhor de nós; puro de espírito e intenção. Mudou e salvou vidas com a sua devoção à justiça e à educação daqueles que mais precisavam dela – tanto através da música como também através do ativismo, orientação e mentoria.”

O último álbum

Em relação ao derradeiro disco do MC5, Bob revelou ainda não ter uma perspectiva de lançamento. Porém, garantiu que sairá.

“Ele está chegando, tenho certeza. Um testemunho magistral do brilhantismo de Wayne como escritor, músico e arranjador. É um retrato em áudio de um guitarrista no auge de seus poderes. Nós colocamos nossos corações no projeto junto com todos os músicos incríveis que contribuíram para ele… Nosso mantra na produção do álbum ‘We Are All MC5’ (Somos todos o MC5). E agora, com o falecimento de Wayne, sei que todos nós sentimos a responsabilidade de certificar que seu trabalho seja ouvido e ele seja celebrado.”

O fim e a influência do MC5

Kramer havia retomado as atividades do MC5, em maio de 2022, ao lado de músicos convidados. A formação contava com o vocalista Brad Brooks, o baterista Stephen Perkins (Jane’s Addiction), a baixista Vicki Randle (Mavis Staples) e o guitarrista Stevie Salas (David Bowie). Oito shows foram realizados nos Estados Unidos.

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Lançado em 1969, “Kick out the Jams” se tornou um dos álbuns mais influentes da história, influenciando diretamente movimentos como o punk e o hard rock. Trabalho de estreia da banda, foi gravado ao vivo durante dois shows em Detroit. Chegou ao Top 30 na parada americana.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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