Andreas Kisser diz que metal é um dos estilos com maior representatividade feminina

Guitarrista do Sepultura acredita que música pesada "abriu portas e derrubou preconceitos", dando espaço para a diversidade

Andreas Kisser é um defensor do metal. O guitarrista do Sepultura não só já destacou a força e popularidade da música pesada, como, agora, também defendeu o estilo como um dos mais inclusivos e com maior representatividade feminina.

Durante participação no podcast Vozes da Vez, transcrita pelo site, o músico trouxe o argumento. Em sua opinião, o heavy metal quebrou barreiras e abriu caminhos para que mulheres também conseguissem lugares de destaque na indústria – o que foi o caso das bandas nacionais Nervosa e Crypta.

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Inicialmente, declarou:

“Acho que o heavy metal, em representatividade feminina, é um dos gêneros que mais cresceu, abriu portas e derrubou preconceitos e ideias pré-determinadas do que deve ser o heavy metal. Temos aqui no Brasil duas representantes fantásticas do metal pesado e que já estão conquistando território internacional: Nervosa e Crypta. Na verdade, esta veio da mesma raiz: a Fernanda Lira saiu da Nervosa e criou a Crypta. E estão fazendo coisas incríveis. O show dessa turnê que faremos em Lima, no Peru, terá a Nervosa abrindo para a gente. Vamos fazer juntos lá.”

Em seguida, o artista citou mais exemplos, também internacionais. Inclusive, aproveitou para destacar a importância da internet na formação de novos grupos e na divulgação do trabalho de novos artistas. 

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“Sem falar em Nightwish, Lacuna Coil, Torture Squad, Ego Kill Talent, que têm vocalistas mulheres… a Maldita, outra banda também… podemos falar tanto disso. E acho que a internet ajudou muito essa questão da representatividade, da opinião, de mostrar o seu trabalho, fazer um vídeo e abrir possibilidades, como montar uma banda, buscar uma baixista, uma baterista. Acho que isso deu luz e visibilidade.”

Outros tipos de representatividade

Andreas Kisser refletiu sobre outros tipos de representatividade dentro do metal e, em suas palavras, a maneira positiva em que o público parece reagir à questão. Além de citar a própria banda, mencionou Rob Halford, vocalista do Judas Priest, que se assumiu homossexual em 1998, durante entrevista à MTV. 

“Entre as tribos, os estilos, o heavy metal é o que mais tem representatividade. O próprio Sepultura tem um vocalista negro desde 1997, em uma época em que ninguém falava muito dessa coisa de inclusão, de representatividade. Foi simplesmente uma coisa natural que aconteceu. Rob Halford, vocalista do Judas Priest, saiu do armário e veio à sociedade falar: ‘sou homossexual’, entre alguns outros. E você não vê o heavy metal boicotando, cancelando, queimando discos ou fazendo protestos. Você não vê isso. A comunidade heavy metal abraça esse tipo de situação e dentro da comunidade, esses próprios personagens se sentem à vontade de sair e falar abertamente sobre esse tipo de coisa, que é a mais natural do mundo. O que temos a ver com o que os outros fazem?”

Por último, para finalizar o tópico, levantou o caso da vocalista transexual Mina Caputo, líder do No Life of Agony. 

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“Dentro do heavy metal, isso sempre foi muito natural. No Life of Agony, uma banda americana, o Keith Caputo virou Mina Caputo. Ele se transformou, hoje é uma outra pessoa e está lá na mesma banda, fazendo um som, tem seus fãs. Isso é muito motivante. É um exemplo de seguir o seu caminho independentemente daquilo que você queira para sua vida.”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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